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5G já representa 1 em cada 4 acessos móveis no Brasil, revela Anatel

Por Nilson Santos Notícias

O 5G continua avançando no Brasil e já responde por praticamente 1 em cada 4 acessos de telefonia móvel no país. Dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que a tecnologia chegou a 69,8 milhões de conexões no terceiro trimestre de 2026.

O número corresponde a 24,9% de toda a base móvel brasileira, que alcançou 280,5 milhões de acessos no período.

Mas existe um detalhe importante: isso não significa que 69,8 milhões de brasileiros estejam necessariamente usando 5G. Os dados da Anatel contabilizam acessos — na prática, linhas e conexões móveis — e uma mesma pessoa pode possuir mais de uma linha.

Além de mostrar o avanço da nova geração de redes móveis, os números ajudam a entender quanto espaço o 5G ainda tem para crescer no país.

Resumo rápido

  • O Brasil chegou a 69,8 milhões de acessos 5G.
  • O 5G já representa 24,9% da base móvel nacional.
  • A telefonia móvel soma 280,5 milhões de acessos.
  • No trimestre anterior, eram 66,1 milhões de acessos 5G.
  • Ter 69,8 milhões de acessos não significa ter o mesmo número de usuários individuais.
  • O 4G continua sendo fundamental para a cobertura móvel brasileira.
  • As obrigações do leilão do 5G preveem expansão da tecnologia pelos próximos anos.

Brasil chega a 69,8 milhões de acessos 5G

Os números fazem parte do Relatório de Monitoramento da Competição referente ao terceiro trimestre de 2026, divulgado pela Anatel em 20 de outubro.

Segundo a agência, a telefonia móvel brasileira chegou a 280,5 milhões de acessos, enquanto o 5G alcançou 69,8 milhões de conexões, representando 24,9% da base.

Indicador 3º trimestre de 2026
Acessos móveis no Brasil 280,5 milhões
Acessos 5G 69,8 milhões
Participação do 5G 24,9%

Na prática, a tecnologia de quinta geração já deixou de ser uma conexão restrita aos celulares mais caros e passou a ocupar uma parcela relevante da rede móvel brasileira.

5G ganhou 3,7 milhões de acessos desde o trimestre anterior

O crescimento fica mais fácil de perceber quando os números são comparados com o levantamento anterior da própria Anatel.

No segundo trimestre de 2026, o Brasil tinha 66,1 milhões de acessos 5G, equivalentes a 23,9% da base móvel. Agora são 69,8 milhões e 24,9%, respectivamente.

Período Acessos 5G Participação na base móvel
2º trimestre de 2026 66,1 milhões 23,9%
3º trimestre de 2026 69,8 milhões 24,9%

Isso representa um acréscimo de aproximadamente 3,7 milhões de acessos 5G entre os dois levantamentos.

O avanço ocorre à medida que a cobertura aumenta e celulares compatíveis com a tecnologia chegam a faixas de preço cada vez mais acessíveis.

1 em cada 4 brasileiros já usa 5G? Não é bem assim

A porcentagem de 24,9% pode levar a uma interpretação errada.

Quando a Anatel informa que quase 1 em cada 4 acessos móveis é 5G, ela está falando da base de linhas e conexões de telefonia móvel, e não diretamente da quantidade de pessoas.

Uma pessoa pode ter uma linha particular e outra profissional, por exemplo. Tablets, modems e outros dispositivos também podem utilizar serviços móveis, dependendo da modalidade.

É por isso que o Brasil aparece com 280,5 milhões de acessos móveis, um número que não deve ser interpretado como 280,5 milhões de habitantes utilizando celular.

Portanto, a maneira mais correta de ler os dados é:

aproximadamente 1 em cada 4 acessos ativos da telefonia móvel brasileira já utiliza tecnologia 5G.

Ter um celular 5G significa estar sempre conectado ao 5G?

Também não.

Um smartphone ser compatível com 5G significa apenas que ele possui hardware capaz de se conectar às redes dessa geração.

Na prática, a conexão utilizada pode mudar de acordo com cobertura, operadora, local, plano, disponibilidade de frequência e condições da rede.

Em uma região sem cobertura 5G adequada, um celular compatível pode continuar conectado normalmente ao 4G.

Por isso, a expansão da quantidade de smartphones 5G vendidos no país e o crescimento dos acessos 5G são fenômenos relacionados, mas não são exatamente a mesma coisa.

O 4G vai acabar agora que o 5G está crescendo?

Não há motivo para interpretar os novos números como sinal de desaparecimento imediato do 4G.

O 4G continua exercendo um papel fundamental principalmente em regiões nas quais a cobertura 5G ainda é limitada ou inexistente.

Além disso, as próprias obrigações de expansão estabelecidas pela Anatel incluem localidades e trechos rodoviários que devem receber 4G ou tecnologia superior.

Isso significa que as duas gerações de rede continuarão coexistindo durante a expansão do 5G pelo território nacional.

Por que a cobertura 5G ainda varia tanto entre cidades?

Um dos motivos é que a disponibilidade comercial do 5G em uma cidade não significa automaticamente cobertura uniforme em todos os bairros, estradas e áreas rurais.

Redes móveis dependem de infraestrutura física, frequências disponíveis, localização das antenas, relevo, construções e planejamento das operadoras.

É possível, portanto, que uma pessoa tenha 5G em determinadas regiões de uma cidade e volte para o 4G poucos quilômetros depois.

Isso também ajuda a explicar por que o número nacional de acessos 5G precisa ser analisado junto com a expansão física da rede.

5G ainda tem vários anos de expansão pela frente

O avanço para 69,8 milhões de acessos não significa que a implantação nacional esteja concluída.

O leilão do 5G estabeleceu uma série de compromissos de cobertura que continuam sendo executados.

Entre eles está o atendimento das 5.570 sedes municipais brasileiras com 5G até 31 de julho de 2029.

Também estão previstos compromissos para levar conectividade a localidades que não são sedes municipais e ampliar cobertura em rodovias.

Compromisso Prazo previsto pela Anatel
5G nas 5.570 sedes municipais Até 31 de julho de 2029
5G em 1.700 localidades não sede Até 31 de dezembro de 2030
4G em rodovias federais pavimentadas previstas no edital Até 31 de dezembro de 2029

Na prática, ainda existe espaço significativo para crescimento da base 5G nos próximos anos.

O que muda para quem pretende comprar celular agora?

Para quem está escolhendo um smartphone em 2026, suporte ao 5G deixou de ser um diferencial reservado à categoria premium.

A tecnologia já aparece em diversos aparelhos intermediários e até em opções mais acessíveis.

Isso torna a compatibilidade com 5G especialmente relevante para quem pretende manter o mesmo telefone durante vários anos.

Mesmo que a cobertura da sua região ainda dependa bastante do 4G, comprar um aparelho compatível pode evitar uma limitação à medida que a rede de quinta geração se expande.

No BaratoTech, modelos intermediários como o Galaxy A37 5G mostram como a nova geração de rede já chegou a segmentos bem abaixo dos smartphones topo de linha.

Análise BaratoTech: o dado mais importante não é apenas chegar a 69,8 milhões

O destaque imediato do relatório é o tamanho da base 5G, mas talvez o ponto mais importante seja a velocidade com que a tecnologia está deixando de ser exceção.

No segundo trimestre, 23,9% dos acessos eram 5G. No terceiro, a participação chegou a 24,9%.

Isso mostra que o 5G está ganhando espaço na base móvel e passando a fazer parte do uso cotidiano de uma parcela cada vez maior das linhas.

Ao mesmo tempo, os números nacionais não devem mascarar diferenças regionais.

Para o consumidor, a pergunta mais útil não é apenas “o Brasil tem 5G?”, mas “a minha operadora oferece boa cobertura 5G onde eu realmente uso o celular?”.

Esse continua sendo o ponto decisivo para transformar compatibilidade técnica em benefício prático.

Perguntas frequentes

Quantos acessos 5G existem no Brasil?

Segundo o relatório do terceiro trimestre de 2026 da Anatel, o Brasil possui 69,8 milhões de acessos 5G.

Qual porcentagem das linhas brasileiras já usa 5G?

O 5G representa 24,9% da base de acessos móveis do país, segundo os dados divulgados pela Anatel.

69,8 milhões de acessos significam 69,8 milhões de pessoas?

Não. A Anatel contabiliza acessos do serviço móvel. Uma mesma pessoa pode possuir mais de uma linha ou conexão, portanto o número não equivale diretamente à quantidade de brasileiros usando 5G.

O 4G vai acabar por causa do 5G?

Não no curto prazo. O 4G continua sendo essencial para a cobertura móvel e deverá coexistir com o 5G durante a expansão da nova rede.

Todo celular 5G usa 5G o tempo inteiro?

Não. A conexão depende da cobertura disponível, da operadora, das condições da rede e de outros fatores. Um aparelho 5G pode utilizar 4G quando a rede de quinta geração não estiver disponível.

Quando todas as cidades brasileiras terão 5G?

Os compromissos definidos no leilão estabelecem atendimento das 5.570 sedes municipais brasileiras com 5G até 31 de julho de 2029. Isso não significa cobertura completa de todo o território de cada município.

Ainda vale comprar um celular somente 4G em 2026?

Depende principalmente do preço e do tempo que o aparelho será utilizado. Para quem pretende ficar vários anos com o mesmo celular, um modelo 5G tende a oferecer maior preparação para a expansão da rede, desde que o custo adicional faça sentido.

Fontes

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