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  • Moto Buds 2 vale a pena em 2026? Review completo, ANC de 55 dB e preço ideal

    Moto Buds 2 vale a pena em 2026? Review completo, ANC de 55 dB e preço ideal

    Atualizado em 14 de outubro de 2026. Moto Buds 2 vale a pena? O modelo chegou ao Brasil com uma ficha técnica incomum para um fone TWS intermediário: dois drivers em cada lado, áudio Hi-Res com LHDC, cancelamento ativo de ruído de até 55 dB, seis microfones, Bluetooth 6.0 e autonomia anunciada de até 48 horas com o estojo.

    O conjunto parece forte, mas existe uma questão importante: o Moto Buds 2 vale a pena em 2026 pelos R$ 499 cobrados oficialmente pela Motorola?

    A resposta depende principalmente do preço. Por R$ 499, o Moto Buds 2 tem bons argumentos, mas já encontra concorrentes interessantes. Abaixo de R$ 450, a relação entre recursos e preço melhora bastante. Perto dos R$ 400, ele se torna uma das opções mais interessantes para quem procura ANC, bateria longa, conexão com dois aparelhos e recursos de áudio mais avançados.

    Análise BaratoTech: este conteúdo considera ficha técnica oficial, documentação da Motorola, preço no Brasil e posicionamento frente aos concorrentes. Não afirmamos testes práticos de som, microfone, conforto ou cancelamento de ruído que não foram realizados com uma unidade física. Nossa avaliação segue as diretrizes editoriais do BaratoTech, com foco em custo-benefício.

    Moto Buds 2 vale a pena? Resposta rápida

    Ponto Resumo
    Vale a pena? Sim, principalmente abaixo de R$ 450
    Preço oficial consultado R$ 499
    Preço ideal BaratoTech R$ 399 a R$ 449
    Drivers Dinâmico de 11 mm + microdriver planar magnético de 6 mm
    Cancelamento de ruído ANC dinâmico de até 55 dB
    Microfones 6 no total, 3 em cada fone
    Bateria Até 11 horas nos fones e 48 horas com estojo
    Bluetooth Bluetooth 6.0
    Proteção IP54 nos fones e IPX2 no estojo
    Principal vantagem Conjunto técnico muito completo para um TWS intermediário
    Principal ponto de atenção R$ 499 coloca o modelo contra concorrentes mais baratos

    Ficha técnica do Moto Buds 2

    Especificação Moto Buds 2
    Tipo Fone TWS intra-auricular
    Driver principal Dinâmico de 11 mm
    Segundo driver Microdriver planar magnético de 6 mm
    Áudio de alta resolução Hi-Res Audio
    Codec de destaque LHDC em aparelhos compatíveis
    Áudio espacial Sim, em smartphone Motorola e conteúdo compatíveis
    Cancelamento de ruído ANC dinâmico de até 55 dB
    Modo ambiente Modo Transparência
    Microfones 3 por fone, 6 no total
    Bluetooth Bluetooth 6.0
    Conexão dupla Sim, ativada pelo app; exige pelo menos um dispositivo Android
    Detecção de uso Sim
    Modo de baixa latência Sim
    Bateria dos fones Até 11 horas, com ANC desligado nas condições ideais anunciadas
    Autonomia total Até 48 horas com estojo, com ANC desligado nas condições ideais anunciadas
    Carga rápida Até 3 horas de reprodução com 10 minutos de carga
    Proteção dos fones IP54
    Proteção do estojo IPX2
    Aplicativo Moto Buds para Android
    Cores no Brasil PANTONE Carbon, Violet Ice e Gray Mist
    Preço oficial consultado R$ 499

    Drivers de 11 mm + 6 mm são um diferencial importante

    O primeiro ponto que chama atenção no Moto Buds 2 é a arquitetura de áudio.

    Em vez de utilizar somente um driver por lado, a Motorola combina um driver dinâmico de 11 mm com um microdriver planar magnético de 6 mm.

    Como interpretação editorial, a arquitetura com dois drivers permite distribuir a reprodução de frequências entre componentes diferentes. A Motorola apresenta essa combinação como uma forma de atender graves, vocais e agudos, mas não divulgamos medições próprias de resposta de frequência ou da divisão exata entre os drivers.

    Isso torna a ficha técnica do Moto Buds 2 mais sofisticada do que a encontrada em muitos fones TWS mais baratos.

    Mas existe uma ressalva importante: ter dois drivers não garante automaticamente melhor qualidade sonora. Afinação, processamento digital, encaixe no ouvido, codec utilizado e qualidade da própria gravação continuam fazendo diferença.

    Sem realizar uma medição ou teste auditivo controlado com o produto, não seria correto afirmar que ele tem qualidade de som superior a todos os modelos de driver único.

    LHDC e Hi-Res Audio: o que isso realmente significa?

    Além dos drivers duplos, o Moto Buds 2 oferece Hi-Res Audio e suporte ao codec LHDC.

    O LHDC foi desenvolvido para permitir transmissão Bluetooth com maior quantidade de informações do que codecs Bluetooth mais básicos, desde que toda a cadeia seja compatível.

    Esse último detalhe é importante.

    Não basta o Moto Buds 2 ter LHDC. O dispositivo transmissor, como o celular, precisa suportar esse codec. Já para aproveitar conteúdo de alta resolução, é necessário também usar aplicativo ou serviço e gravação compatíveis com áudio Hi-Res. O aplicativo de música não precisa implementar LHDC por conta própria: codec Bluetooth e resolução do conteúdo são requisitos diferentes.

    Portanto, quem utiliza um aparelho sem LHDC continuará podendo ouvir normalmente pelo Bluetooth, mas não aproveitará especificamente essa vantagem.

    E o áudio espacial?

    O Moto Buds 2 também é divulgado com suporte a áudio espacial.

    Porém, a própria Motorola informa que esse recurso exige um smartphone Motorola compatível e conteúdo compatível com Dolby Atmos.

    Isso significa que o áudio espacial não deve ser interpretado como um recurso universal disponível da mesma maneira em qualquer celular.

    Para quem já está dentro do ecossistema Motorola, esse pode ser um recurso adicional interessante. Para usuários de outras marcas, não deve ser o principal motivo da compra.

    ANC dinâmico de até 55 dB

    Outro ponto forte da ficha técnica é o cancelamento ativo de ruído dinâmico de até 55 dB.

    O sistema utiliza microfones para detectar sons externos e produzir uma onda sonora que ajuda a reduzir parte desse ruído antes que ele seja percebido pelo usuário.

    A Motorola informa que o ANC é dinâmico, adaptando seu funcionamento de acordo com as condições ao redor.

    Isso pode ser particularmente útil contra sons relativamente constantes, como motor de ônibus, avião, ar-condicionado, ventiladores e ruído de escritório.

    Existe também o Modo Transparência, que permite a entrada de sons externos quando você precisa prestar atenção ao ambiente sem retirar os fones.

    55 dB não significa eliminar todo o barulho ao redor

    Moto Buds 2 com cancelamento ativo de ruído de até 55 dB
    dB do Moto Buds 2 A Motorola anuncia cancelamento ativo de ruído dinâmico de até 55 dB.

    O número divulgado pela Motorola precisa ser interpretado corretamente.

    Os 55 dB representam o valor máximo de redução de ruído informado pela fabricante em determinadas condições de teste.

    A própria Motorola alerta que o desempenho real depende de fatores como tamanho do ouvido, ponteira utilizada, posição do fone e até movimentação do usuário.

    Portanto, não é correto concluir que qualquer barulho será simplesmente reduzido em 55 dB durante todo o tempo.

    Também não dá para afirmar que o ANC supera determinado concorrente apenas comparando números divulgados pelas fabricantes sem testes padronizados.

    Seis microfones para chamadas e cancelamento de ruído

    O Moto Buds 2 possui três microfones em cada fone, totalizando seis.

    Segundo a documentação da Motorola, cada lado utiliza um sistema de três microfones para captar áudio de diferentes pontos e auxiliar tanto no controle de ruído quanto na redução de ruídos ambientais e eco durante chamadas.

    Isso deixa o conjunto tecnicamente bem preparado para ligações, reuniões e mensagens de voz.

    Mas quantidade de microfones também não deve ser confundida com qualidade garantida.

    Vento forte, tráfego intenso e ambientes muito barulhentos continuam sendo cenários difíceis para microfones tão pequenos. Por isso, sem um teste prático, não vamos afirmar que ele possui “microfone excelente” ou que supera determinado concorrente.

    Aplicativo Moto Buds: existe uma limitação importante

    A integração completa acontece através do aplicativo Moto Buds.

    Segundo a Motorola, o aplicativo é destinado a smartphones Android e precisa ser baixado pela Google Play Store.

    É pelo software que recursos e configurações adicionais do fone podem ser controlados, incluindo equalização, gestos, atualização de firmware e teste de ajuste das ponteiras. A disponibilidade de algumas opções depende do dispositivo e da região.

    Isso é importante principalmente para quem utiliza iPhone: a conexão de áudio por Bluetooth depende da compatibilidade do aparelho, mas a Motorola confirma o aplicativo Moto Buds apenas para Android. Não prometemos aplicativo para iOS nem os mesmos ajustes em todas as plataformas.

    Conexão com dois aparelhos ao mesmo tempo

    Um dos recursos mais úteis no cotidiano é a Conexão Dupla.

    Ela permite manter o Moto Buds 2 conectado a dois dispositivos compatíveis. Segundo o manual, vem desligada e precisa ser ativada no aplicativo Moto Buds, com pelo menos um dos dispositivos conectado rodando Android. O áudio é reproduzido de um aparelho por vez, não misturado entre os dois.

    É possível, por exemplo, utilizar os fones no notebook durante o trabalho e alternar para o celular quando necessário, sem precisar realizar todo o processo de pareamento novamente.

    Para quem trabalha no computador e utiliza o smartphone durante o dia, essa função pode ser mais útil na prática do que várias especificações mais chamativas.

    Bluetooth 6.0 significa som melhor?

    Não necessariamente.

    O Moto Buds 2 utiliza Bluetooth 6.0, uma versão recente da tecnologia.

    Isso é positivo para conectividade e para a plataforma de recursos disponível, mas a versão do Bluetooth sozinha não define qualidade sonora.

    Drivers, codec, processamento e qualidade do arquivo reproduzido são fatores mais importantes nesse aspecto.

    Portanto, não compre o Moto Buds 2 apenas porque ele tem Bluetooth 6.0.

    Detecção inteligente pausa a música automaticamente

    O modelo também possui detecção inteligente de uso.

    Ao retirar os fones dos ouvidos, a música pode ser pausada automaticamente e retomada ao recolocá-los, conforme o ajuste de detecção no aplicativo. Isso não encerra chamadas; a retomada automática também não se aplica quando a reprodução foi pausada manualmente antes da retirada.

    É um recurso simples, mas útil para quem precisa interromper músicas ou vídeos várias vezes durante o dia.

    Modo de baixa latência para jogos

    A Motorola também oferece o Gaming Mode, ativado no aplicativo Moto Buds, para reduzir a latência em jogos. Algumas opções podem variar conforme o aparelho e a região.

    A proposta é reduzir o atraso entre a ação exibida na tela e o som reproduzido pelos fones.

    Isso pode ser especialmente útil em jogos competitivos ou títulos nos quais sincronização entre imagem e áudio seja importante.

    Mesmo assim, baixa latência via Bluetooth não deve ser confundida automaticamente com a resposta de um headset cabeado ou de sistemas wireless dedicados para jogos.

    moto ai: recurso adicional que exige celular compatível

    O anúncio global também confirma acesso a recursos do moto ai pelo Moto Buds 2, como resumos e ferramentas de memória e atenção. Isso exige um smartphone Motorola compatível com moto ai e o aplicativo Moto Buds. Não significa que os fones executem essas funções sozinhos ou que elas estejam disponíveis em qualquer Android.

    Bateria de até 48 horas é outro grande destaque

    A Motorola anuncia até 11 horas de reprodução nos próprios fones e até 48 horas de autonomia total utilizando o estojo.

    Também existe carregamento rápido: com os fones suficientemente descarregados, cerca de 10 minutos de carga podem fornecer até 3 horas adicionais de reprodução, segundo a fabricante.

    É uma autonomia anunciada bastante interessante para um TWS dessa categoria.

    Mas existe um detalhe sobre as 48 horas

    Moto Buds 2 com estojo e autonomia anunciada de até 48 horas
    A autonomia anunciada chega a 11 horas nos fones e até 48 horas com o estojo.

    Os números máximos de bateria não representam necessariamente o uso com todos os recursos ativados.

    A própria documentação da Motorola explica que suas estimativas de autonomia são obtidas sob condições ideais e que o desempenho real varia de acordo com volume, temperatura, condição da bateria, configurações e padrão de uso.

    Na página brasileira, a fabricante também informa que as declarações de bateria consideram condições ideais com o cancelamento ativo e dinâmico de ruído desativado.

    Portanto, usar ANC constantemente pode reduzir a autonomia em relação às 11 e 48 horas anunciadas.

    IP54 ajuda na academia, mas o Moto Buds 2 não é à prova d’água

    Os fones possuem certificação IP54, enquanto o estojo possui classificação IPX2.

    A proteção dos fones ajuda contra poeira e respingos durante situações comuns do cotidiano.

    Essa proteção não é uma garantia contra qualquer líquido. O manual descreve exposição moderada a água doce e alerta que a resistência diminui com o uso; não se deve carregar o produto molhado. A certificação, sozinha, não comprova encaixe confortável ou seguro durante exercícios.

    Mas não significa que você possa mergulhar os fones.

    O Moto Buds 2 não é à prova d’água e não foi projetado para natação, banho ou submersão.

    Moto Buds 2 ou Moto Buds 2 Plus?

    A existência do Moto Buds 2 Plus pode gerar alguma confusão porque os dois modelos compartilham vários recursos.

    Característica Moto Buds 2 Moto Buds 2 Plus
    Posicionamento Intermediário Mais premium
    Drivers 11 mm + microplanar magnético de 6 mm 11 mm + balanced armature
    Sound by Bose Não Sim
    ANC Até 55 dB Até 55 dB
    Bateria total anunciada Até 48 horas Até 40 horas
    Bluetooth 6.0 6.0
    Preço de lançamento no Brasil R$ 499 R$ 999
    Preço à vista consultado em 14/10/2026 R$ 499 R$ 899,10

    O Buds 2 Plus é voltado para quem está disposto a pagar significativamente mais por uma proposta de áudio mais premium e pela parceria Sound by Bose.

    Já o Moto Buds 2 comum é claramente o modelo que faz mais sentido para quem procura custo-benefício.

    Curiosamente, ele ainda possui autonomia total anunciada maior: até 48 horas contra até 40 horas no Plus. Na consulta de 14 de outubro de 2026, o Plus aparecia por R$ 899,10 à vista na loja oficial; o preço de lançamento foi R$ 999. Valores podem mudar e devem ser conferidos antes da compra.

    Moto Buds 2 ou Galaxy Buds Core?

    Outro concorrente importante é o Galaxy Buds Core.

    O modelo da Samsung é voltado principalmente para quem quer entrar no ecossistema Galaxy gastando menos e também oferece ANC.

    Já o Moto Buds 2 possui uma ficha técnica bastante agressiva, com drivers duplos, LHDC, Bluetooth 6.0, conexão dupla, seis microfones e autonomia anunciada de até 48 horas.

    A escolha depende bastante do preço e do celular que você utiliza.

    Para quem possui um Galaxy e encontra o Buds Core muito mais barato, a opção da Samsung pode fazer mais sentido.

    Se a diferença de preço diminuir e você valorizar bateria, LHDC, conexão com dois dispositivos e a arquitetura de drivers duplos, o Moto Buds 2 se torna mais atraente.

    Antes de comprar, também vale conferir nosso guia de melhores fones de ouvido custo-benefício de 2026.

    Quanto vale pagar no Moto Buds 2?

    Na consulta realizada pelo BaratoTech em 14 de outubro de 2026, a loja oficial da Motorola mostrava o Moto Buds 2 por R$ 499.

    Esse preço não torna o produto ruim, mas já coloca o fone em uma faixa na qual vale pesquisar concorrentes e promoções antes de comprar.

    Preço encontrado Avaliação BaratoTech
    Até R$ 399 Excelente preço
    R$ 400 a R$ 449 Boa compra
    R$ 450 a R$ 499 Vale, mas compare concorrentes
    Acima de R$ 500 Melhor esperar promoção

    Preço ideal BaratoTech: entre R$ 399 e R$ 449. Esse intervalo é um julgamento editorial de custo-benefício, não um histórico de preços nem uma promoção encontrada nesta consulta. O preço oficial de R$ 499 é uma referência à vista e pode mudar.

    É nessa faixa que os drivers duplos, ANC, bateria longa, LHDC, conexão dupla e Bluetooth 6.0 começam a formar um pacote particularmente competitivo.

    Para quem o Moto Buds 2 vale a pena?

    • quem procura um TWS intermediário com ANC;
    • quem valoriza bateria longa;
    • quem alterna frequentemente entre notebook e celular;
    • quem quer conexão com dois dispositivos;
    • quem possui equipamento compatível com LHDC;
    • quem usa celular Motorola e pode aproveitar melhor o ecossistema;
    • quem quer drivers duplos em um fone que não custa preço premium;
    • quem encontrar o produto abaixo dos R$ 450.

    Quem deve pensar duas vezes antes de comprar?

    • quem quer apenas um fone barato para uso casual;
    • quem encontra concorrentes com ANC custando muito menos;
    • quem usa iPhone e valoriza integração completa por aplicativo;
    • quem não possui aparelho compatível com os recursos avançados;
    • quem pretende pagar mais de R$ 500;
    • quem precisa de proteção para mergulho ou natação.

    Pontos fortes

    • driver dinâmico de 11 mm + microdriver planar magnético de 6 mm;
    • Hi-Res Audio e LHDC;
    • ANC dinâmico de até 55 dB;
    • seis microfones;
    • Modo Transparência;
    • até 48 horas de autonomia total anunciada;
    • carga rápida;
    • Bluetooth 6.0;
    • conexão simultânea com dois aparelhos;
    • detecção de uso;
    • modo de baixa latência;
    • IP54 nos fones.

    Pontos fracos

    • R$ 499 ainda é um preço relativamente alto para quem busca somente o básico;
    • alguns recursos dependem de smartphone ou conteúdo compatível;
    • aplicativo Moto Buds é voltado ao Android;
    • autonomia máxima não representa necessariamente uso contínuo com ANC;
    • estojo possui proteção IPX2 mais limitada;
    • concorrentes mais simples podem custar consideravelmente menos.

    Veredito: Moto Buds 2 vale a pena em 2026?

    Sim. O Moto Buds 2 vale a pena em 2026, principalmente quando aparece abaixo dos R$ 450.

    A Motorola colocou bastante tecnologia nesse fone. A combinação de driver dinâmico de 11 mm com microdriver planar magnético de 6 mm, LHDC, ANC dinâmico de até 55 dB, seis microfones, conexão dupla, Bluetooth 6.0 e bateria de até 48 horas cria uma ficha técnica difícil de ignorar.

    Ao mesmo tempo, não devemos transformar especificações em conclusões que não foram testadas. Não dá para afirmar, apenas pela ficha técnica, que o som é melhor, que o ANC supera todos os concorrentes ou que os microfones são excelentes.

    O principal obstáculo é o preço oficial de R$ 499.

    Nessa faixa, vale comparar ofertas. Entre R$ 399 e R$ 449, porém, o equilíbrio melhora bastante e o Moto Buds 2 passa a ser uma opção especialmente interessante entre os TWS intermediários.

    Até R$ 399, consideramos uma excelente promoção.

    Perguntas frequentes

    O Moto Buds 2 tem cancelamento de ruído?

    Sim. O Moto Buds 2 possui ANC dinâmico. A Motorola informa redução máxima de até 55 dB em determinadas condições. O desempenho real pode variar conforme encaixe, ponteira, ambiente e movimentação do usuário.

    Quantos drivers o Moto Buds 2 possui?

    O modelo combina um driver dinâmico de 11 mm com um microdriver planar magnético de 6 mm.

    Quantos microfones existem no Moto Buds 2?

    São três microfones por fone, totalizando seis microfones.

    O Moto Buds 2 tem Hi-Res Audio?

    Sim. O modelo possui suporte a Hi-Res Audio e ao codec LHDC. O aparelho utilizado e o conteúdo também precisam ser compatíveis para aproveitar todos os recursos.

    O Moto Buds 2 funciona em iPhone?

    O fone utiliza Bluetooth para conexão, mas o aplicativo Moto Buds e sua integração completa são destinados ao Android. Por isso, usuários de iPhone devem considerar essa limitação antes da compra.

    Quanto dura a bateria do Moto Buds 2?

    A Motorola anuncia até 11 horas de reprodução nos fones e até 48 horas no total utilizando o estojo. Esses números são aproximados e variam conforme recursos utilizados, volume, temperatura, bateria e outras condições.

    Usar ANC reduz a bateria?

    Sim. A própria Motorola informa que suas estimativas máximas são obtidas em condições ideais e que a duração varia conforme as configurações. O uso do cancelamento ativo de ruído pode reduzir a autonomia em relação ao máximo anunciado.

    O Moto Buds 2 conecta em dois aparelhos?

    Sim. A Conexão Dupla precisa ser ativada no aplicativo Moto Buds e exige pelo menos um dispositivo Android conectado. Ela mantém duas conexões, mas reproduz áudio de um aparelho por vez.

    O Moto Buds 2 é à prova d’água?

    Não. Os fones possuem certificação IP54 e o estojo IPX2, mas o produto não é projetado para submersão, natação ou banho.

    Quanto vale pagar no Moto Buds 2?

    Para o BaratoTech, o preço ideal fica entre R$ 399 e R$ 449. Até R$ 399 é uma excelente promoção. Perto de R$ 500, vale comparar outras opções antes de comprar.

    Fontes

  • Anthropic alerta: IAs podem estar perto de se autorreplicar em dispositivos

    Anthropic alerta: IAs podem estar perto de se autorreplicar em dispositivos

    Uma inteligência artificial capaz de encontrar outros dispositivos, instalar uma cópia de si mesma e continuar se espalhando sem depender de um grande data center ainda parece coisa de ficção científica.

    Mas pesquisadores da Anthropic afirmam que algumas das peças necessárias para isso já começaram a funcionar.

    Em um estudo publicado em 12 de outubro de 2026, a equipe Frontier Red Team da empresa testou se modelos relativamente pequenos de IA conseguiriam configurar sistemas de inferência em diferentes tipos de hardware e participar de um processo automatizado de replicação.

    Os resultados chamaram atenção: em uma das avaliações, um modelo de 9 bilhões de parâmetros conseguiu colocar a inferência para funcionar em 8 dos 9 tipos de hardware testados.

    A Anthropic acredita que, se a evolução dos modelos pequenos continuar no ritmo recente, sistemas suficientemente compactos e inteligentes para realizar todo o processo de forma autônoma podem surgir em um futuro próximo.

    Isso, porém, não significa que exista hoje uma IA circulando pela internet e se copiando sozinha em TVs, geladeiras ou computadores. Os experimentos foram controlados e várias partes do cenário foram simplificadas.

    Resumo rápido

    • a Anthropic estudou a possibilidade de IAs capazes de se replicar entre dispositivos;
    • um modelo de 9 bilhões de parâmetros conseguiu configurar inferência em 8 de 9 tipos de hardware testados;
    • os pesquisadores executaram um modelo de 26 bilhões de parâmetros distribuído entre 15 TV boxes Android;
    • em uma rede controlada, um modelo mais capaz conseguiu completar uma cadeia simplificada de replicação;
    • os testes não demonstram uma IA maliciosa real se espalhando livremente pela internet;
    • a etapa de invasão dos dispositivos foi deliberadamente simplificada;
    • a Anthropic acredita que modelos menores podem alcançar capacidade suficiente para replicação autônoma;
    • especialistas externos dizem que o risco merece atenção, mas que ainda existe muita incerteza sobre sua probabilidade real.

    O que significa uma IA se autorreplicar?

    No contexto do estudo, autorreplicação não significa uma inteligência artificial criando magicamente outra IA do zero.

    A ideia é mais parecida com o funcionamento de um worm de computador.

    Um worm tradicional é um programa malicioso capaz de encontrar outras máquinas vulneráveis, entrar nelas, copiar seu código e continuar o processo automaticamente.

    O cenário estudado pela Anthropic adiciona inteligência artificial a esse mecanismo.

    Em vez de utilizar apenas uma sequência fixa de comandos criada anteriormente por um atacante, um modelo poderia analisar o equipamento encontrado, descobrir como executar programas nele, instalar um mecanismo de inferência compatível, corrigir problemas que surgirem durante a instalação e então continuar procurando novos dispositivos.

    Essa capacidade de improvisar seria uma das principais diferenças entre um botnet tradicional e um possível botnet controlado por agentes de IA.

    Um modelo de 9B funcionou em 8 de 9 tipos de hardware

    Uma das perguntas dos pesquisadores era simples: um modelo relativamente pequeno consegue encontrar sozinho uma maneira de executar outra IA em equipamentos diferentes?

    Nos testes da Anthropic, modelos tiveram que configurar servidores de inferência para executar o Llama 3.1 8B em diferentes ambientes.

    O hardware variava bastante, indo de plataformas compactas como Jetson Nano até Macs e computadores equipados com uma RTX 4090.

    Segundo a Anthropic, um modelo de aproximadamente 9 bilhões de parâmetros conseguiu colocar a inferência para funcionar em 8 dos 9 tipos de hardware avaliados.

    Isso importa porque um eventual sistema autônomo não poderia depender de encontrar milhares de aparelhos idênticos. Ele teria que conseguir se adaptar a diferentes processadores, sistemas operacionais, versões de bibliotecas e limitações de memória.

    15 TV boxes conseguiram executar juntas uma IA de 26B

    Quinze TV boxes trabalhando juntas para executar um modelo de inteligência artificial
    A Anthropic executou um modelo de 26 bilhões de parâmetros distribuído entre 15 TV boxes de baixo custo.

    Outra experiência mostra por que aparelhos baratos conectados à internet entraram no radar dos pesquisadores.

    A equipe comprou 15 TV boxes Android de baixo custo, com preço aproximado de US$ 55 cada, e distribuiu entre elas o modelo Gemma4-26B-A4B.

    Cada equipamento mantinha apenas uma parte do modelo. Os dispositivos então trabalhavam juntos para realizar a inferência.

    Segundo os pesquisadores, o sistema chegou a aproximadamente 0,39 token por segundo.

    É extremamente lento quando comparado a um servidor moderno de IA, mas demonstra que dispositivos domésticos baratos podem, quando conectados, fornecer capacidade computacional suficiente para executar modelos que individualmente não caberiam em cada aparelho.

    Experimento Resultado
    Configuração em hardware diferente Modelo de 9B teve sucesso em 8 de 9 tipos testados
    TV boxes Android 15 aparelhos executaram juntos um modelo de 26B
    Velocidade nas TV boxes Cerca de 0,39 token por segundo
    Rede controlada GLM-5.2 completou a cadeia simplificada de replicação
    Situação no mundo real Ainda não existe demonstração de um replicador autônomo completo circulando livremente

    A Anthropic também simulou uma IA se espalhando

    O experimento mais próximo de uma autorreplicação completa aconteceu dentro de uma rede criada especificamente para o teste.

    Os pesquisadores configuraram oito máquinas virtuais executando um ambiente Android e colocaram inicialmente o agente em apenas uma delas.

    A partir dali, o sistema precisava localizar o próximo equipamento, transferir o necessário para ele, configurar um servidor de inferência e continuar o processo.

    Entre os modelos open-weight avaliados, o GLM-5.2 foi o único que conseguiu completar de forma confiável a cadeia simplificada.

    Ele alcançou todos os 8 de 8 dispositivos em quatro de cinco testes. No quinto, chegou a sete.

    Esse resultado parece impressionante, mas existe uma limitação fundamental.

    O teste facilitou propositalmente a invasão

    As máquinas utilizadas na experiência possuíam uma porta ADB aberta sem autenticação.

    Ou seja: a parte de encontrar uma falha real, quebrar uma proteção ou descobrir uma senha não era o principal desafio do experimento.

    A própria Anthropic reconhece que isso transforma o resultado em uma espécie de limite superior de desempenho, e não em uma demonstração direta de como a mesma IA se sairia tentando invadir equipamentos protegidos encontrados na internet.

    O foco da pesquisa estava principalmente em outra dificuldade: depois de obter acesso a uma máquina desconhecida, o modelo conseguiria descobrir como instalar e executar uma IA naquele hardware?

    Os resultados indicam que essa capacidade está melhorando rapidamente.

    Então uma IA já consegue infectar sua TV?

    Não é isso que o estudo demonstrou.

    Não há evidência apresentada pela Anthropic de uma IA autônoma atualmente procurando TVs, geladeiras ou outros dispositivos domésticos e copiando a si mesma pela internet.

    Os testes aconteceram em ambientes preparados pelos pesquisadores.

    Além disso, existe atualmente uma diferença importante entre dois requisitos.

    Modelos pequenos o suficiente para rodar em equipamentos modestos ainda não possuem a mesma capacidade dos modelos mais poderosos que completaram toda a cadeia de tarefas.

    Já os modelos com capacidade suficiente para executar a replicação de maneira confiável podem ser grandes demais para funcionar facilmente nesses dispositivos.

    A preocupação da Anthropic é que essas duas curvas estejam se aproximando.

    Por que a Anthropic fala em meses?

    Os pesquisadores analisaram a evolução recente de modelos com até 30 bilhões de parâmetros e compararam suas capacidades.

    Com base nessa tendência, a Anthropic estima que modelos pequenos possam atingir, ainda em 2026, um nível semelhante ao necessário para completar a tarefa de replicação usada no laboratório.

    A própria empresa ressalta que se trata de uma estimativa aproximada, e não de uma previsão garantida.

    A capacidade geral de um modelo não corresponde automaticamente à capacidade de criar um worm autônomo.

    Mesmo assim, a evolução observada foi suficiente para a equipe defender que a possibilidade deve começar a ser tratada como um problema concreto de cibersegurança.

    Uma IA poderia usar TVs, câmeras e eletrodomésticos

    O interesse por aparelhos de Internet das Coisas, ou IoT, não acontece por acaso.

    Existem bilhões de equipamentos conectados à internet, e parte deles recebe poucas atualizações de segurança ou utiliza configurações frágeis.

    TV boxes, câmeras de segurança, sistemas de videoconferência, eletrodomésticos inteligentes e outros equipamentos também estão ganhando processadores cada vez mais capazes de executar IA localmente.

    O BaratoTech mostrou recentemente como a casa inteligente está ganhando cada vez mais processamento e controle local. Quanto mais capacidade computacional passa a existir nesses dispositivos, maior também se torna a importância da segurança do próprio equipamento.

    Rede de dispositivos IoT representando um possível botnet controlado por inteligência artificial
    Agentes capazes de se adaptar a hardware diferente poderiam criar um desafio novo para a segurança de dispositivos conectados.

    Por que seria diferente de um botnet comum?

    Botnets já existem há décadas.

    Um malware tradicional pode infectar milhares ou milhões de aparelhos e utilizar essas máquinas para ataques, envio de spam, mineração ou outras atividades.

    A diferença proposta pelos pesquisadores é a capacidade de adaptação.

    Um bot tradicional normalmente possui instruções específicas para determinadas arquiteturas e vulnerabilidades.

    Um agente de IA poderia, em teoria, chegar a um equipamento desconhecido, analisar sua configuração e tentar descobrir sozinho como fazer o software funcionar.

    Isso poderia permitir que uma mesma campanha se adaptasse a uma variedade maior de dispositivos.

    A Anthropic também testou uma característica curiosa: permitir que cada nova geração do agente recebesse anotações sobre o que as anteriores haviam tentado.

    No experimento com Qwen3.5-9B, a taxa de sucesso na configuração começou em 45% e subiu para uma faixa entre 61% e 84% nas gerações seguintes.

    Em outras palavras, as cópias seguintes puderam aproveitar parte do aprendizado acumulado pelas anteriores.

    Seria rápido como um vírus de computador?

    Pelos resultados atuais, provavelmente não.

    Executar inteligência artificial em dispositivos baratos é muito mais lento que rodar um malware convencional.

    Nos cálculos da Anthropic, determinadas etapas de replicação com modelos de 9B poderiam levar mais de um dia.

    A empresa descreve um cenário inicial mais próximo de um organismo digital lento e persistente do que de um worm que infecta milhões de máquinas em minutos.

    Isso não elimina o problema, porque um sistema distribuído poderia permanecer funcionando enquanto procura novos equipamentos durante longos períodos.

    Existem formas de bloquear esse tipo de ameaça

    A pesquisa também aponta algumas vantagens para os defensores.

    Transferir modelos de IA entre dispositivos pode gerar arquivos de vários gigabytes e padrões incomuns de tráfego de rede.

    Isso poderia ajudar provedores e sistemas de segurança a identificar equipamentos infectados.

    Fabricantes também podem reduzir drasticamente o risco evitando senhas padrão, corrigindo vulnerabilidades e mantendo dispositivos atualizados.

    Em grandes redes, equipamentos suspeitos poderiam ser isolados até que fossem limpos.

    Essas medidas já são úteis contra botnets tradicionais e continuariam importantes em um cenário com agentes de IA.

    Nem todos os especialistas concordam com o tamanho do risco

    A repercussão do estudo também trouxe críticas.

    Em entrevista à Reuters, Ciaran Martin, ex-chefe do National Cyber Security Centre do Reino Unido, considerou a pesquisa tecnicamente interessante, mas avaliou que existe exagero na forma como o cenário está sendo apresentado.

    O argumento é que demonstrar a execução de modelos pequenos em equipamentos baratos não significa automaticamente que uma crise de segurança esteja prestes a acontecer.

    Outros pesquisadores veem motivo maior para preocupação justamente porque um agente de IA poderia improvisar estratégias ao encontrar diferentes dispositivos.

    A avaliação mais equilibrada é que o risco não deve ser tratado nem como certeza nem como ficção.

    Análise BaratoTech: o mais importante não é uma “IA fora de controle”

    A imagem de uma inteligência artificial consciente fugindo pela internet é chamativa, mas não representa bem o que os pesquisadores estão descrevendo.

    O risco mais realista é muito menos cinematográfico.

    Seria um software malicioso carregando um modelo de IA capaz de tomar pequenas decisões técnicas sozinho: reconhecer o hardware, escolher uma ferramenta compatível, corrigir um erro de instalação e tentar outro caminho quando alguma coisa não funcionar.

    Isso é justamente o que pode tornar agentes de IA interessantes para criminosos digitais.

    A automação tradicional funciona muito bem quando o ambiente é previsível. A IA começa a ser útil quando aparecem situações diferentes daquelas programadas originalmente.

    Ao mesmo tempo, o estudo da Anthropic ainda está longe de provar que uma nova geração de worms autônomos está prestes a dominar a internet.

    Os experimentos foram controlados, etapas importantes foram facilitadas e os próprios pesquisadores reconhecem que suas projeções possuem grande incerteza.

    O alerta mais relevante é outro: modelos pequenos estão ficando suficientemente capazes para executar tarefas que há pouco tempo exigiam sistemas muito maiores.

    E, quando essa capacidade chega a aparelhos baratos conectados à internet, segurança de TVs, câmeras, roteadores e dispositivos inteligentes deixa de ser apenas uma preocupação secundária.

    Perguntas frequentes

    Uma IA já consegue se autorreplicar sozinha pela internet?

    Não existe demonstração apresentada pela Anthropic de um agente autônomo completo atualmente circulando livremente pela internet. Os testes aconteceram em ambientes controlados.

    A Anthropic colocou IA em TV boxes?

    Sim. Os pesquisadores distribuíram o modelo Gemma4-26B-A4B entre 15 TV boxes Android de baixo custo para demonstrar que vários dispositivos modestos podem executar conjuntamente um modelo maior.

    A IA conseguiu se espalhar entre computadores?

    Em uma rede experimental simplificada, o GLM-5.2 conseguiu completar uma cadeia de replicação e alcançar os oito nós em quatro de cinco testes. A etapa de acesso aos dispositivos, porém, foi facilitada propositalmente.

    Claude foi o modelo que se autorreplicou?

    Não. O experimento principal de replicação citado no estudo utilizou outros modelos open-weight, incluindo GLM-5.2, Qwen e Llama. A pesquisa foi conduzida pela equipe Frontier Red Team da Anthropic.

    TVs e eletrodomésticos correm risco agora?

    Dispositivos IoT já podem ser alvo de malware e botnets tradicionais, independentemente dessa pesquisa. O estudo aponta para um possível risco futuro em que agentes de IA tornem ataques mais adaptáveis, não para uma infecção de IA atualmente ocorrendo em massa.

    Fontes

  • REA viraliza no GitHub e leva IA à engenharia reversa de programas sem código-fonte

    REA viraliza no GitHub e leva IA à engenharia reversa de programas sem código-fonte

    Durante décadas, descobrir como um programa funciona sem ter acesso ao código-fonte foi um trabalho reservado principalmente a especialistas capazes de navegar por assembly, binários, decompiladores e ferramentas bastante técnicas.

    A inteligência artificial está começando a mudar esse cenário.

    Um projeto chamado REA, sigla para Reverse Engineer Anything, ganhou enorme atenção em outubro de 2026 ao permitir que agentes de programação investiguem aplicativos, executáveis e outros tipos de software utilizando ferramentas tradicionais de engenharia reversa.

    Na consulta feita pelo BaratoTech em 13 de outubro, o repositório oficial já aparecia com mais de 200 mil estrelas no GitHub. Como esse número está crescendo rapidamente, a contagem pode mudar após a publicação desta matéria.

    O detalhe mais interessante é que o REA não pretende substituir ferramentas especializadas como Ghidra, Hopper ou IDA. Ele funciona como uma ponte entre essas ferramentas e agentes de inteligência artificial como Codex, Claude Code, Cursor e Gemini CLI.

    Resumo rápido

    • REA significa Reverse Engineer Anything;
    • o projeto ganhou enorme popularidade no GitHub em outubro de 2026;
    • ele conecta agentes de IA a ferramentas de engenharia reversa;
    • Codex, Claude Code, Cursor e Gemini CLI estão entre os agentes compatíveis;
    • o sistema consegue investigar programas mesmo quando o código-fonte original não está disponível;
    • Ghidra, Hopper e IDA podem ser utilizados em análises de binários nativos;
    • o REA também trabalha com JavaScript, Electron, .NET, APKs Android, firmware, sites e outros formatos;
    • isso não significa que uma IA consiga reconstruir perfeitamente qualquer programa com um clique;
    • o próprio projeto limita o uso a pesquisas e análises autorizadas.

    O que é engenharia reversa?

    Engenharia reversa é o processo de estudar um produto pronto para tentar entender como ele funciona internamente.

    No software, isso pode envolver analisar um executável compilado, procurar funções, strings, chamadas entre diferentes partes do programa e reconstruir parte da lógica que existia antes da compilação.

    É diferente da situação normal de desenvolvimento, em que um programador possui os arquivos originais do projeto e consegue simplesmente abrir o código.

    Imagine receber apenas um programa instalado no computador e querer descobrir por que determinado botão produz certo resultado. Tradicionalmente, isso poderia exigir que um especialista abrisse o binário em ferramentas próprias, seguisse funções manualmente e interpretasse grandes quantidades de informações técnicas.

    É justamente nessa etapa que agentes de IA começam a ganhar espaço.

    O que o REA faz?

    O REA fornece uma interface pela qual um agente de IA pode utilizar diferentes ferramentas de análise.

    Em vez de o usuário analisar manualmente centenas de funções até encontrar o trecho relevante, ele pode formular uma pergunta sobre determinado comportamento do programa.

    O agente utiliza então o REA para investigar o alvo, localizar evidências relevantes e continuar seguindo o código.

    Segundo a documentação oficial, o objetivo é permitir que o agente não apenas apresente uma conclusão, mas também mostre as evidências utilizadas durante a investigação.

    Isso é importante porque modelos de linguagem podem produzir explicações incorretas quando não possuem informação suficiente. No REA, a proposta é fazer o agente consultar diretamente os artefatos analisados em vez de simplesmente tentar adivinhar como determinado software funciona.

    Codex e Claude Code podem usar a ferramenta

    O projeto possui suporte para diferentes agentes de programação.

    Entre os clientes citados oficialmente estão:

    • Codex;
    • Claude Code;
    • Cursor;
    • Gemini CLI;
    • Grok Build;
    • outros agentes compatíveis com servidores MCP locais.

    O mecanismo utiliza o MCP, ou Model Context Protocol, para permitir que o agente acesse as ferramentas disponibilizadas pelo REA.

    Na prática, isso amplia bastante aquilo que uma IA de programação consegue fazer. Em vez de trabalhar apenas com arquivos de código entregues pelo usuário, ela passa a utilizar ferramentas externas especializadas para investigar o software.

    Essa evolução faz parte de uma tendência maior de agentes que deixam de apenas responder perguntas e passam a operar ferramentas. O BaratoTech mostrou recentemente como a Microsoft também está preparando o Windows para agentes de IA capazes de executar tarefas diretamente no computador.

    O REA não substitui Ghidra, IDA ou Hopper

    Fluxo de engenharia reversa convertendo informações de um binário em pseudocódigo
    Ferramentas especializadas conseguem extrair funções, referências e pseudocódigo de programas compilados.

    Apesar do nome ambicioso, existe uma distinção importante.

    O REA não criou do zero um decompilador capaz de desmontar qualquer aplicativo existente.

    Para análises profundas de programas nativos, ele pode utilizar ferramentas já consolidadas como Ghidra, Hopper e IDA.

    O diferencial está principalmente na camada de automação: o agente consegue consultar essas ferramentas, interpretar seus resultados, seguir novas pistas e organizar as evidências da investigação.

    Tipo de alvo O que pode ser analisado Ferramentas adicionais
    Binários nativos Pseudocódigo, assembly, strings, símbolos e chamadas Ghidra, Hopper ou IDA
    JavaScript / Electron Módulos, rotas, IPC e dependências Node.js
    .NET Metadados e instruções CIL Análise estática disponível
    Android Manifesto, classes e métodos decompilados JADX e JDK
    Firmware Regiões e conteúdo extraído Binwalk e Unblob
    Sites Estrutura da página, scripts e tráfego selecionado Navegador compatível

    Até APKs e firmware entram na análise

    O alcance atual do projeto já vai além de programas tradicionais para Windows.

    A documentação lista suporte a diferentes tipos de artefatos, incluindo aplicativos Android, JavaScript e Electron, assemblies .NET, firmware, bancos SQLite, WebAssembly, capturas de rede e outros formatos.

    Isso torna o projeto interessante não apenas para desenvolvedores, mas também para pesquisadores de segurança, preservação de software e pessoas que estudam sistemas antigos.

    Em um APK Android, por exemplo, o agente pode utilizar uma ferramenta como JADX para encontrar classes e métodos decompilados.

    Em um executável nativo, a investigação pode seguir um caminho completamente diferente, utilizando Ghidra, Hopper ou IDA para encontrar funções, instruções e referências.

    Agente de inteligência artificial utilizando diferentes ferramentas de engenharia reversa
    O REA funciona como ponte entre agentes de programação e ferramentas especializadas.

    Por que isso está chamando tanta atenção agora?

    Engenharia reversa não é novidade. Ferramentas como Ghidra e IDA existem há anos.

    O que está mudando é a velocidade com que modelos de IA conseguem navegar pelas informações produzidas por essas ferramentas.

    Uma tendência semelhante vem aparecendo em projetos relacionados a jogos e softwares antigos. Desenvolvedores estão utilizando agentes para ajudar a identificar funções, converter trechos de código de baixo nível em implementações compreensíveis e testar automaticamente se a reconstrução produz o mesmo resultado do programa original.

    Uma análise publicada pelo TechSpot em outubro destaca justamente essa combinação entre inteligência artificial e mecanismos capazes de verificar automaticamente se aquilo que a IA produziu corresponde ao comportamento original.

    Isso transforma determinadas tarefas de engenharia reversa em problemas nos quais a IA pode tentar uma solução, executar testes, comparar o resultado e corrigir os próprios erros.

    Isso significa que qualquer programa poderá ser clonado?

    Não.

    É importante separar o potencial da tecnologia do exagero que naturalmente acompanha uma ferramenta viral.

    Programas modernos podem possuir milhões de linhas de código, diferentes servidores, bancos de dados, APIs privadas, sistemas de autenticação e componentes que simplesmente não estão presentes no aplicativo instalado no computador.

    Obfuscação, criptografia e outras proteções também podem tornar a análise muito mais difícil.

    Além disso, recuperar pseudocódigo ou descobrir como determinada função opera não equivale a recuperar automaticamente o projeto original completo.

    O REA pode ajudar um agente a entender comportamentos específicos e utilizar essas informações para implementar algo semelhante, mas o resultado continua dependendo da complexidade do alvo, das ferramentas disponíveis e da capacidade do próprio modelo de IA.

    Existe também uma discussão jurídica

    O crescimento desse tipo de tecnologia inevitavelmente levanta perguntas sobre propriedade intelectual.

    Engenharia reversa possui usos legítimos importantes. Ela pode ser utilizada para interoperabilidade, pesquisa de segurança, preservação de software, aprendizado e análise de programas que pertencem ao próprio pesquisador.

    Mas analisar ou reproduzir software protegido sem autorização pode envolver restrições legais, contratuais e de licenciamento dependendo do caso e do país.

    O próprio projeto REA afirma que a ferramenta é destinada a pesquisa legal, educação, interoperabilidade, preservação de software e análise de programas que o usuário possui ou está autorizado a examinar.

    O projeto também deixa claro que ferramentas comerciais utilizadas junto ao REA, como determinadas versões do IDA ou Hopper, precisam ser obtidas e licenciadas legalmente.

    Análise BaratoTech: a engenharia reversa está entrando na era dos agentes

    O aspecto mais importante do REA não é a ideia de que uma inteligência artificial finalmente consiga “copiar qualquer programa”. Essa interpretação seria exagerada.

    O que realmente chama atenção é a redução da barreira entre uma pessoa e ferramentas extremamente especializadas.

    Um especialista ainda entende muito mais sobre arquitetura de computadores, assembly, compiladores e segurança do que alguém que simplesmente instalou um agente de IA.

    Mas tarefas que exigiam navegar manualmente por inúmeras telas e funções agora podem ser parcialmente conduzidas por um agente capaz de pesquisar, testar hipóteses e seguir pistas sozinho.

    Essa mesma transformação já apareceu na programação convencional: primeiro a IA completava algumas linhas de código; depois começou a criar funções; agora agentes conseguem modificar projetos inteiros e executar ferramentas.

    A engenharia reversa parece ser um dos próximos campos a passar pela mesma mudança.

    O crescimento explosivo do REA mostra que existe enorme interesse nesse tipo de ferramenta. O que ainda precisa ser observado é até onde os agentes conseguem avançar quando deixam as demonstrações controladas e enfrentam programas grandes, protegidos e desenvolvidos ao longo de muitos anos.

    Perguntas frequentes

    O que significa REA?

    REA é a sigla de Reverse Engineer Anything, um projeto que conecta agentes de inteligência artificial a ferramentas utilizadas para analisar software.

    O REA consegue acessar programas sem código-fonte?

    Sim. Esse é justamente um dos usos da engenharia reversa. Dependendo do tipo de software, o sistema pode analisar binários compilados e outros artefatos utilizando ferramentas especializadas.

    O Codex funciona com REA?

    Sim. O Codex aparece entre os agentes oficialmente suportados pela configuração do projeto.

    O REA recupera o código-fonte original de qualquer programa?

    Não. Ferramentas de decompilação podem produzir representações e evidências sobre o funcionamento de um programa, mas isso não equivale a recuperar automaticamente o projeto original completo.

    O REA é gratuito?

    O código criado pelo projeto REA é disponibilizado sob licença MIT. Algumas ferramentas que podem ser utilizadas com ele, como determinados produtos comerciais de engenharia reversa, possuem seus próprios termos e licenças.

    Fontes

  • Galaxy A37 5G vale a pena em 2026? Review após cair para menos de R$ 2 mil

    Galaxy A37 5G vale a pena em 2026? Review após cair para menos de R$ 2 mil

    O Galaxy A37 5G chegou ao Brasil custando R$ 3.299 na versão de 128 GB e R$ 3.599 na configuração de 256 GB. Por esses preços, era difícil enxergar um grande custo-benefício.

    Meses depois, a situação mudou bastante.

    Em outubro de 2026, encontramos o Galaxy A37 5G de 128 GB por R$ 1.799 no varejo brasileiro, enquanto a versão de 256 GB com 8 GB de RAM apareceu na faixa dos R$ 1.900 a R$ 2.000.

    Nesse novo cenário, o aparelho passa a competir de verdade entre os intermediários.

    Ele combina tela Super AMOLED de 120 Hz, processador Exynos 1480, câmera principal de 50 MP com estabilização óptica, bateria de 5.000 mAh, carregamento rápido, IP68 e uma política de atualizações muito acima da média.

    Mas existem concessões: a versão mais barata possui somente 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento, não há entrada para microSD e as câmeras secundárias continuam simples.

    Então o Galaxy A37 5G vale a pena em 2026? Agora que o preço caiu, a resposta ficou bem mais interessante.

    Transparência BaratoTech: este review é uma análise editorial baseada na ficha técnica oficial da Samsung, preços encontrados no varejo brasileiro e testes independentes publicados por veículos especializados. O BaratoTech não realizou teste físico de laboratório desta unidade.

    Galaxy A37 5G em 1 minuto

    • Vale a pena? Sim, principalmente quando a versão de 256 GB aparece perto de R$ 2.000.
    • Tela: Super AMOLED de 6,7 polegadas, Full HD+ e 120 Hz.
    • Processador: Samsung Exynos 1480.
    • RAM no Brasil: 6 GB na versão de 128 GB e 8 GB na versão de 256 GB.
    • Armazenamento: 128 GB ou 256 GB.
    • MicroSD: não possui.
    • Câmera principal: 50 MP com OIS.
    • Ultrawide: 8 MP.
    • Macro: 5 MP.
    • Selfie: 12 MP.
    • Bateria: 5.000 mAh.
    • Proteção: IP68 e Gorilla Glass Victus+.
    • Sistema de lançamento: Android 16 com One UI 8.5.
    • Atualizações: até seis gerações do Android/One UI e até seis anos de segurança.
    • Extras: 5G, NFC, eSIM, Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.3.

    Veredito rápido: a versão de 256 GB perto dos R$ 2 mil é a configuração que mais faz sentido. Por muito mais que isso, o Galaxy A57 começa a ficar perigoso para o A37.

    Ficha técnica do Galaxy A37 5G

    Especificação Galaxy A37 5G
    Tela 6,7 polegadas Super AMOLED, Full HD+
    Taxa de atualização Até 120 Hz
    Processador Samsung Exynos 1480
    RAM no Brasil 6 GB ou 8 GB
    Armazenamento no Brasil 128 GB ou 256 GB
    Expansão microSD Não
    Câmera principal 50 MP, f/1.8, OIS
    Ultrawide 8 MP, f/2.2
    Macro 5 MP, f/2.4
    Câmera frontal 12 MP, f/2.2
    Vídeo Até 4K a 30 fps
    Bateria 5.000 mAh
    Proteção IP68 e Gorilla Glass Victus+
    Conectividade 5G, Wi-Fi 6, Bluetooth 5.3, NFC e eSIM
    Sistema de lançamento Android 16 com One UI 8.5
    Atualizações Até 6 gerações de sistema e 6 anos de segurança
    Dimensões 162,9 x 78,2 x 7,4 mm
    Peso 196 g

    O preço caiu quase pela metade

    Essa é a informação que muda completamente a análise.

    Quando chegou oficialmente ao Brasil, o Galaxy A37 custava R$ 3.299 com 128 GB e 6 GB de RAM. A versão de 256 GB com 8 GB de RAM partia de R$ 3.599.

    Em outubro de 2026, encontramos ofertas muito mais agressivas no varejo.

    Versão Preço observado
    128 GB / 6 GB RAM R$ 1.799 no Pix
    256 GB / 8 GB RAM Aproximadamente R$ 1.900 a R$ 2.000 no Pix

    Esses valores podem mudar a qualquer momento e devem ser conferidos antes da compra.

    A versão de 256 GB é especialmente interessante porque dobra o armazenamento e aumenta a RAM para 8 GB pagando relativamente pouco a mais quando as promoções ficam próximas.

    Como o Galaxy A37 não possui expansão por microSD, isso pesa bastante no longo prazo.

    Galaxy A37 5G com tela Super AMOLED de 120 Hz
    A tela Super AMOLED Full HD+ de 120 Hz é um dos principais pontos fortes do Galaxy A37.

    Tela Super AMOLED de 120 Hz é um dos pontos fortes

    O Galaxy A37 utiliza uma tela Super AMOLED de 6,7 polegadas com resolução Full HD+ de 2340 x 1080 pixels e taxa de atualização de até 120 Hz.

    É um conjunto forte para redes sociais, vídeos, streaming, navegação e jogos.

    Os 120 Hz deixam animações e rolagem mais fluidas, enquanto o painel AMOLED oferece preto profundo, contraste elevado e boa qualidade de imagem.

    A Samsung também inclui Vision Booster para melhorar a visualização em diferentes condições de iluminação.

    Testes independentes do Notebookcheck apontam a tela como um dos bons aspectos do aparelho, embora o A37 não tenha como objetivo competir com smartphones topo de linha.

    Exynos 1480: bom no cotidiano, mas não é celular gamer

    O Galaxy A37 utiliza o Exynos 1480, processador da Samsung fabricado em processo de 4 nm e acompanhado pela GPU Xclipse 530.

    A própria Samsung informa que o aparelho ganhou até 12% em desempenho de CPU e 19% em GPU em relação à geração anterior, além de utilizar memória LPDDR5X e uma câmara de vapor para ajudar no controle térmico.

    Na prática, testes independentes mostram um aparelho rápido para tarefas comuns.

    WhatsApp, Instagram, TikTok, navegador, aplicativos bancários, streaming, câmera e multitarefa cotidiana não representam um problema relevante para o conjunto.

    O Exynos 1480 também consegue rodar jogos, mas não é um processador criado para competir com celulares focados especificamente em desempenho.

    O Notebookcheck encontrou bom desempenho geral do sistema, mas observou limitações em jogos mais exigentes.

    Portanto:

    • uso cotidiano: muito bom;
    • multitarefa: melhor na versão de 8 GB;
    • jogos casuais e médios: tranquilo;
    • jogos pesados no máximo: existem alternativas mais fortes.

    6 GB de RAM ou 8 GB: qual versão comprar?

    No Brasil, a configuração oficial de entrada combina 128 GB de armazenamento com 6 GB de RAM.

    A versão de 256 GB possui 8 GB de RAM.

    Para quem pretende utilizar o aparelho durante vários anos, a versão de 8 GB é a escolha mais segura.

    Isso fica ainda mais relevante porque a Samsung promete seis gerações de atualizações do sistema para o A37.

    Um aparelho com suporte tão longo tende a acumular aplicativos mais pesados e recursos novos ao longo dos anos.

    Por isso, quando a diferença de preço entre as duas versões for pequena, eu escolheria os 256 GB com 8 GB de RAM.

    Design fino e proteção IP68

    O Galaxy A37 tem 7,4 mm de espessura e pesa 196 gramas.

    Não é um aparelho compacto, principalmente por causa da tela de 6,7 polegadas, mas o corpo relativamente fino ajuda na ergonomia.

    Um avanço importante está na proteção.

    O modelo possui certificação IP68 contra água e poeira.

    Segundo a Samsung, a certificação é baseada em testes de laboratório com submersão em até 1,5 metro de água doce por até 30 minutos. A fabricante não recomenda uso na praia ou piscina e alerta que a resistência pode diminuir com o desgaste.

    A tela também utiliza Gorilla Glass Victus+.

    Para um aparelho que hoje aparece perto de R$ 2 mil, IP68 e Victus+ são argumentos importantes.

    Câmera principal de 50 MP com OIS

    O sistema traseiro possui três câmeras:

    • principal de 50 MP com estabilização óptica;
    • ultrawide de 8 MP;
    • macro de 5 MP.

    A câmera frontal possui 12 MP.

    A principal é claramente a mais importante do conjunto.

    O OIS ajuda a estabilizar o sensor durante fotos e vídeos, principalmente quando existe menos luz ou pequenos movimentos das mãos.

    A Samsung também destaca melhorias no processamento noturno e recursos de Nightography.

    Em testes independentes, a câmera principal foi considerada confiável para a categoria, enquanto as câmeras secundárias são um dos pontos menos competitivos do aparelho.

    A ultrawide de 8 MP serve para paisagens, grupos e ambientes amplos, mas está abaixo dos 12 MP encontrados no Galaxy A57.

    A macro de 5 MP é útil em situações específicas, mas continua sendo um recurso menos importante que uma câmera teleobjetiva seria.

    Galaxy A37 grava em 4K?

    Sim.

    A ficha oficial da Samsung informa gravação de vídeo em resolução UHD 4K a 30 quadros por segundo.

    A câmera principal conta com estabilização óptica, enquanto a frontal de 12 MP também recebe recursos de Super HDR.

    Bateria de 5.000 mAh e carregamento mais rápido

    A bateria possui capacidade típica de 5.000 mAh.

    A Samsung anuncia autonomia de até dois dias em determinadas condições de uso, mas esse número é uma estimativa da fabricante e pode variar bastante conforme brilho, 5G, jogos, câmera, sinal da operadora e aplicativos utilizados.

    O aparelho utiliza o Carregamento Super-Rápido 2.0.

    Segundo a Samsung, ele pode atingir aproximadamente 60% de carga em cerca de 30 minutos utilizando carregamento compatível.

    Materiais e respostas oficiais da Samsung identificam a potência máxima como 45 W.

    É uma melhora importante para a linha A, embora algumas marcas chinesas ainda ofereçam carregamentos bem mais rápidos nessa faixa de preço.

    Seis gerações de Android fazem diferença

    Esse é provavelmente um dos maiores argumentos a favor do Galaxy A37 para quem troca de celular poucas vezes.

    A Samsung promete até seis gerações de atualizações do Android e da One UI, além de até seis anos de atualizações de segurança.

    O aparelho foi lançado com Android 16 e One UI 8.5.

    Isso significa que o suporte de software pode continuar por muito mais tempo do que o período em que grande parte dos compradores normalmente mantém um smartphone intermediário.

    Também há Samsung Knox Vault e outras ferramentas de segurança integradas à One UI.

    Recursos de inteligência artificial

    O Galaxy A37 recebe parte dos recursos de inteligência artificial que a Samsung vem expandindo para a linha intermediária.

    Entre os recursos confirmados estão:

    • Circule para Pesquisar com Google;
    • Apagador de Objetos;
    • Sugestões de Edição;
    • Filtros;
    • recursos de edição e processamento de imagem.

    A disponibilidade de algumas funções pode variar conforme região, versão do sistema e atualizações.

    Galaxy A37 ou Galaxy A57?

    Essa comparação ficou especialmente importante porque os preços dos dois estão se aproximando.

    O Galaxy A57 é o modelo superior da linha e oferece vantagens como processador Exynos 1680, 8 GB de RAM já na versão de entrada, ultrawide de 12 MP e construção mais refinada.

    O A37, porém, pode custar algumas centenas de reais menos e mantém vários pontos importantes: tela AMOLED de 120 Hz, 50 MP com OIS, IP68, bateria de 5.000 mAh e os mesmos seis anos de suporte.

    Se o A37 de 256 GB estiver perto dos R$ 1.900 enquanto o A57 estiver consideravelmente acima disso, o A37 ganha força.

    Se a diferença cair para aproximadamente R$ 100 ou R$ 200 entre configurações equivalentes, eu subiria para o modelo superior.

    Para entender melhor essa diferença, veja também nosso review completo do Galaxy A57 5G.

    E o Galaxy A27?

    Para quem quer gastar ainda menos, o Galaxy A27 também merece entrar na comparação.

    Ele ocupa uma faixa inferior da linha Galaxy A e pode fazer mais sentido quando aparece em promoções agressivas.

    O A37 justifica o valor adicional principalmente pela construção mais resistente, conjunto geral mais forte e posicionamento superior dentro da família.

    Confira também nossa análise do Galaxy A27 5G.

    Pontos positivos do Galaxy A37 5G

    • tela Super AMOLED Full HD+ de 120 Hz;
    • Exynos 1480 competente para uso cotidiano;
    • opção de 256 GB com 8 GB de RAM;
    • câmera principal de 50 MP com OIS;
    • proteção IP68;
    • Gorilla Glass Victus+;
    • bateria de 5.000 mAh;
    • carregamento Super-Rápido 2.0;
    • NFC e eSIM;
    • Wi-Fi 6;
    • seis gerações de atualizações;
    • preço atual muito mais competitivo que no lançamento.

    Pontos fracos do Galaxy A37 5G

    • versão básica possui apenas 6 GB de RAM;
    • não possui entrada para microSD;
    • ultrawide de 8 MP é simples;
    • macro de 5 MP agrega pouco;
    • não possui teleobjetiva;
    • Exynos 1480 não é ideal para quem prioriza jogos pesados;
    • pode perder sentido se o Galaxy A57 aparecer muito próximo em preço.

    Quanto vale pagar no Galaxy A37 5G?

    Galaxy A37 5G após queda de preço no Brasil
    O A37 passou a fazer mais sentido depois de cair para perto da faixa dos R$ 2 mil.

    Em vez de criar uma faixa artificial, vale olhar para os preços realmente encontrados no varejo neste momento.

    Cenário encontrado Veredito BaratoTech
    128 GB / 6 GB por cerca de R$ 1.799 Boa compra
    256 GB / 8 GB perto de R$ 1.900 a R$ 2.000 Configuração mais interessante
    A37 muito próximo do preço do Galaxy A57 Compare e considere subir para o A57

    Minha escolha seria a versão de 256 GB com 8 GB de RAM quando encontrada perto de R$ 2 mil.

    Ela resolve as duas principais limitações da versão básica: memória RAM menor e armazenamento mais apertado.

    Galaxy A37 5G vale a pena em 2026?

    Sim, agora vale muito mais a pena do que no lançamento.

    O problema original do Galaxy A37 não era exatamente a ficha técnica. Era pagar mais de R$ 3.000 por um aparelho com 6 GB de RAM na configuração básica e concorrendo com celulares mais poderosos.

    Por menos de R$ 2.000, a conversa muda.

    A combinação de tela Super AMOLED de 120 Hz, Exynos 1480, câmera principal com OIS, IP68, bateria de 5.000 mAh, NFC, eSIM e seis gerações de atualizações forma um pacote equilibrado.

    A versão de 256 GB com 8 GB de RAM é a que melhor aproveita essa queda de preço.

    Ela não transforma o A37 em um celular gamer e as câmeras secundárias continuam simples, mas para quem quer um Samsung completo, resistente e preparado para vários anos de uso, o conjunto faz sentido.

    Veredito BaratoTech: perto dos R$ 1.900 a R$ 2.000 na versão de 256 GB, o Galaxy A37 5G passou de intermediário caro para uma opção realmente competitiva. Só fique atento ao preço do Galaxy A57: se a diferença for pequena, o modelo superior pode ser a compra mais inteligente.

    Perguntas frequentes

    Galaxy A37 5G tem quantos GB de RAM?

    No Brasil, a Samsung lançou a versão de 128 GB com 6 GB de RAM e a versão de 256 GB com 8 GB de RAM.

    Galaxy A37 tem cartão microSD?

    Não. O aparelho não possui slot para expansão de armazenamento por cartão microSD.

    Galaxy A37 tem resistência à água?

    Sim. O Galaxy A37 possui certificação IP68 contra água e poeira dentro das condições de teste informadas pela Samsung.

    Galaxy A37 tem NFC?

    Sim. A ficha oficial brasileira confirma NFC.

    Galaxy A37 tem eSIM?

    Sim. O modelo brasileiro oferece suporte a eSIM.

    Galaxy A37 grava vídeo em 4K?

    Sim. A Samsung informa gravação em UHD 4K a 30 quadros por segundo.

    Galaxy A37 tem OIS?

    Sim. A câmera principal de 50 MP possui estabilização óptica de imagem.

    Quantas atualizações o Galaxy A37 recebe?

    A Samsung promete até seis gerações de atualizações do sistema operacional Android e da One UI, além de até seis anos de atualizações de segurança a partir do lançamento global.

    Galaxy A37 ou A57: qual comprar?

    O A37 oferece melhor custo-benefício quando custa significativamente menos. Se o Galaxy A57 aparecer por uma diferença pequena, o modelo superior tende a ser mais interessante por oferecer hardware mais forte e câmera ultrawide melhor.

    Fontes

  • Robô de quatro patas corre 42 km com uma única carga; estudo revela como conseguiu

    Robô de quatro patas corre 42 km com uma única carga; estudo revela como conseguiu

    Um robô de quatro patas conseguiu percorrer os 42,195 quilômetros de uma maratona oficial sem trocar nem recarregar a bateria.

    O feito foi realizado pelo RAIBO2, desenvolvido por pesquisadores do KAIST, na Coreia do Sul. O robô terminou a prova em 4 horas, 19 minutos e 52 segundos.

    Mas o mais importante não é simplesmente um “robô que correu uma maratona”. Um novo estudo publicado na revista científica Nature mostra como os pesquisadores conseguiram reduzir as perdas de energia em praticamente todo o sistema: estrutura mecânica, motores, circuitos eletrônicos e até a forma como o robô movimenta as pernas.

    O resultado ajuda a atacar um dos maiores problemas dos robôs com pernas: a autonomia limitada longe de uma tomada.

    Resumo rápido

    • o RAIBO2 percorreu 42,195 km com uma única carga;
    • a prova foi concluída em 4h19min52s;
    • o feito aconteceu em uma maratona oficial na Coreia do Sul;
    • o robô não trocou nem recarregou a bateria durante o percurso;
    • os pesquisadores otimizaram mecânica, eletrônica, motores e controle de movimento;
    • o sistema de locomoção foi treinado para reduzir desperdícios de energia;
    • o RAIBO2 alcançou custo de transporte de 0,25;
    • o estudo usa como referência humana um valor de 0,37 nessa métrica;
    • o alcance por carga ficou mais de três vezes acima de quadrúpedes comparáveis;
    • o estudo foi publicado na Nature em setembro de 2026.

    O robô realmente correu uma maratona inteira?

    Sim.

    O RAIBO2 participou da Sangju Dried Persimmon Marathon, realizada na Coreia do Sul em novembro de 2024.

    Ele foi oficialmente registrado na prova e completou os mesmos 42,195 km do percurso utilizado pelos participantes humanos.

    O tempo registrado foi de 4 horas, 19 minutos e 52 segundos.

    Durante todo esse período, o robô utilizou uma única carga de bateria.

    Segundo o KAIST, foi a primeira vez que um robô quadrúpede completou todo o percurso de uma maratona oficial dessa forma.

    Por que fazer um robô correr 42 km é tão difícil?

    Robôs com rodas conseguem aproveitar muito bem o movimento em superfícies planas.

    Em um robô com pernas, a situação é diferente.

    Os motores precisam gastar energia constantemente para sustentar o peso do próprio equipamento, movimentar cada articulação e estabilizar o corpo.

    Além disso, toda vez que uma pata toca o chão parte da energia cinética pode ser perdida.

    Isso significa que simplesmente instalar uma bateria maior não resolve todo o problema.

    Para aumentar significativamente o alcance, é preciso descobrir onde a energia está sendo desperdiçada durante todo o processo de movimentação.

    Os pesquisadores analisaram o robô como um sistema inteiro

    Esse foi justamente o diferencial do projeto.

    Em vez de melhorar apenas a bateria ou apenas os motores, a equipe analisou o caminho completo percorrido pela energia desde a bateria até o movimento das pernas.

    A pesquisa envolveu quatro áreas principais:

    • estrutura mecânica;
    • eletrônica de potência;
    • motores e atuadores;
    • software de controle e inteligência artificial.

    Segundo o KAIST, os pesquisadores também desenvolveram internamente os drivers responsáveis pelo controle preciso dos motores.

    O objetivo era diminuir pequenas perdas em diferentes partes do robô que, acumuladas durante várias horas de funcionamento, poderiam reduzir drasticamente sua autonomia.

    Estrutura mais leve ajuda a gastar menos energia

    Uma das estratégias foi reduzir perdas mecânicas.

    O estudo descreve o RAIBO2 como uma plataforma com hardware mecânico leve e projetado para transmitir forças com menor desperdício.

    Isso importa porque cada grama adicional precisa ser acelerada e desacelerada milhares de vezes durante uma corrida longa.

    Uma pequena economia por passada pode parecer irrelevante durante alguns metros, mas se torna importante depois de dezenas de quilômetros.

    Até os circuitos dos motores foram otimizados

    Outro ponto importante fica escondido dentro do robô.

    A equipe desenvolveu um circuito de acionamento dos motores com baixa resistência elétrica.

    Quando corrente elétrica atravessa componentes eletrônicos, parte da energia inevitavelmente vira calor.

    Reduzir essas perdas significa direcionar uma proporção maior da energia armazenada na bateria para aquilo que realmente interessa: movimentar o robô.

    Em uma máquina funcionando continuamente por mais de quatro horas, pequenas diferenças de eficiência elétrica passam a ter grande impacto.

    IA também ajudou o robô a economizar energia

    A forma como o RAIBO2 movimenta as pernas também foi otimizada.

    Os pesquisadores desenvolveram uma política de locomoção treinada em simulação para encontrar movimentos capazes de manter velocidade e estabilidade reduzindo perdas desnecessárias.

    O treinamento leva em conta fatores como impactos das patas contra o chão, esforço nas articulações e consumo elétrico dos atuadores.

    Em vez de programar manualmente cada movimento, o sistema aprende estratégias de locomoção dentro do ambiente de treinamento.

    O objetivo não é simplesmente fazer o robô correr rápido, mas encontrar uma maneira de correr gastando menos energia.

    O RAIBO2 foi mais eficiente que humanos?

    O estudo apresenta uma métrica chamada custo de transporte, utilizada para comparar quanta energia é necessária para mover determinado peso por determinada distância.

    Nessa medida, quanto menor o valor, maior a eficiência energética do deslocamento.

    O RAIBO2 atingiu um custo total de transporte de 0,25.

    O trabalho utiliza como referência um valor humano de aproximadamente 0,37.

    Isso não significa que o robô seja simplesmente “melhor que uma pessoa” em corrida. Trata-se de uma comparação específica de eficiência energética normalizada utilizada pelos pesquisadores.

    O resultado, porém, mostra como o projeto conseguiu reduzir significativamente o consumo de energia de uma máquina com quatro pernas.

    Mais de três vezes o alcance de outros quadrúpedes

    Segundo o artigo publicado na Nature, o RAIBO2 consegue oferecer mais de três vezes o alcance por carga de robôs quadrúpedes comparáveis.

    Essa talvez seja uma informação ainda mais importante que o próprio recorde da maratona.

    Robôs quadrúpedes são especialmente interessantes em lugares onde veículos com rodas encontram dificuldades, como escadas, terrenos irregulares, regiões montanhosas, áreas industriais e zonas atingidas por desastres.

    Mas justamente nesses locais pode ser difícil encontrar uma estação de recarga.

    Pesquisadores coletaram dados durante toda a corrida

    A maratona também funcionou como um grande teste em ambiente real.

    Durante o percurso, a equipe registrou informações internas do robô em tempo real.

    Entre elas estavam:

    • tensão elétrica;
    • corrente;
    • temperatura;
    • estado da bateria;
    • posição por GPS;
    • velocidade;
    • altitude.

    Esses dados foram sincronizados para permitir que os pesquisadores analisassem como o consumo de energia mudou durante diferentes partes do trajeto.

    A equipe também acompanhou o RAIBO2 durante toda a prova e registrou o percurso em vídeo.

    O feito aconteceu em 2024. Por que virou notícia novamente?

    A maratona aconteceu em novembro de 2024, portanto o recorde em si não é novo.

    O que mudou agora foi a publicação científica detalhada dos resultados.

    O estudo A quadruped robot designed to complete a marathon on a single battery charge foi publicado na Nature em 23 de setembro de 2026.

    Isso é importante porque o trabalho apresenta os dados coletados, descreve as fontes de perda de energia e explica as decisões de engenharia que tornaram o resultado possível.

    Ou seja: a corrida deixou de ser apenas uma demonstração impressionante e passou a servir como validação experimental de uma abordagem de projeto.

    Em outras frentes de ciência aplicada, o BaratoTech também já mostrou como a tecnologia da NASA para produzir oxigênio com o solo da Lua, outro exemplo de tecnologia pensada para operar em ambientes difíceis.

    Por que essa pesquisa importa?

    Robôs quadrúpedes costumam chamar atenção por correr rápido, subir escadas, saltar ou atravessar obstáculos.

    Mas velocidade máxima não resolve todos os problemas da robótica real.

    Em uma operação de inspeção industrial, busca e resgate ou monitoramento de uma região remota, um robô pode precisar trabalhar durante horas.

    Nessas situações, autonomia, estabilidade térmica e eficiência podem ser mais importantes que atingir uma velocidade muito alta durante alguns segundos.

    O RAIBO2 mostra que melhorar autonomia não depende apenas de criar baterias maiores.

    É possível ganhar alcance reduzindo desperdícios em toda a máquina.

    Do laboratório para fábricas e áreas de risco

    O próximo passo da equipe é transformar os resultados em robôs capazes de operar de forma repetível fora do laboratório.

    O KAIST afirma que a Raion Robotics, empresa criada a partir do laboratório responsável pelo projeto, trabalha na comercialização e produção de robôs quadrúpedes para aplicações reais.

    Isso exige desafios adicionais.

    Um protótipo criado por pesquisadores precisa se transformar em dezenas ou centenas de unidades capazes de oferecer desempenho semelhante.

    Além disso, produtos industriais precisam lidar com poeira, água, vibração, impactos, variações de temperatura e interferências eletromagnéticas.

    O que o RAIBO2 ensina sobre o futuro dos robôs?

    O resultado mostra uma mudança interessante na competição da robótica.

    Não basta perguntar qual robô corre mais rápido ou faz os movimentos mais impressionantes.

    A pergunta passa a ser: por quanto tempo ele consegue trabalhar antes de precisar parar?

    Para robôs destinados a fábricas, minas, montanhas, usinas ou operações de resgate, essa questão pode determinar se a tecnologia realmente é útil.

    O RAIBO2 conseguiu transformar uma maratona de 42 km em uma demonstração bastante clara dessa ideia.

    O avanço não veio de uma única tecnologia milagrosa, mas da combinação entre mecânica, eletrônica, motores e software trabalhando para desperdiçar menos energia a cada passo.

    Perguntas frequentes

    Quantos quilômetros o RAIBO2 percorreu?

    O robô completou os 42,195 km de uma maratona oficial.

    Ele trocou a bateria durante a prova?

    Não. O RAIBO2 completou todo o percurso utilizando uma única carga.

    Quanto tempo o robô levou?

    O tempo registrado foi de 4 horas, 19 minutos e 52 segundos.

    A maratona aconteceu em 2026?

    Não. A prova aconteceu em novembro de 2024. O que ocorreu em 2026 foi a publicação do estudo detalhado na revista Nature.

    Por que o RAIBO2 consegue gastar menos energia?

    Porque os pesquisadores otimizaram o sistema como um todo, incluindo estrutura mecânica, circuitos dos motores, atuadores e a política de locomoção treinada para reduzir perdas de energia.

    Isso significa que robôs quadrúpedes poderão trabalhar 42 km sem parar?

    Não necessariamente. A autonomia depende do terreno, velocidade, carga transportada, temperatura e outras condições. A maratona demonstra o potencial de eficiência do projeto em uma condição real específica.

    Fontes consultadas

  • SmartThings ganha controle local e pode funcionar mesmo quando a internet cai

    SmartThings ganha controle local e pode funcionar mesmo quando a internet cai

    A Samsung atualizou o SmartThings com uma mudança que pode resolver um dos problemas mais irritantes das casas inteligentes: perder o controle de dispositivos quando a internet cai.

    A nova versão amplia o chamado controle local, permitindo que o celular se comunique diretamente com um SmartThings Hub compatível quando ambos estão conectados à mesma rede Wi-Fi.

    Na prática, isso significa que alguns dispositivos conectados podem continuar respondendo mesmo durante uma interrupção da internet externa, sem depender de um comando que precise viajar até os servidores na nuvem e voltar para casa.

    A atualização também apresenta o SmartThings Now, reformula a tela inicial do aplicativo, melhora o diagnóstico de dispositivos offline e adiciona suporte ao Matter 1.6.

    Resumo rápido

    • SmartThings ganhou controle local aprimorado;
    • dispositivos compatíveis podem continuar respondendo durante quedas da internet;
    • o celular e o SmartThings Hub precisam estar na mesma rede Wi-Fi;
    • a Samsung afirma que comandos locais podem responder cerca de 30% mais rápido;
    • o sistema alterna automaticamente entre controle local e nuvem;
    • SmartThings Now passa a mostrar sugestões e controles contextuais;
    • a tela inicial do aplicativo foi redesenhada;
    • há uma nova página de diagnóstico para dispositivos offline;
    • a plataforma agora oferece suporte ao Matter 1.6.

    SmartThings pode continuar funcionando quando a internet cai

    A principal novidade está na maneira como os comandos são enviados dentro de casa.

    Tradicionalmente, muitos dispositivos de casa inteligente dependem da nuvem. Você toca em um botão no celular, o comando sai pela internet, passa pelos servidores do serviço e depois retorna para o dispositivo conectado.

    Com o controle local aprimorado do SmartThings, esse caminho pode ser encurtado.

    Quando o smartphone e um SmartThings Hub compatível estão conectados à mesma rede Wi-Fi doméstica, o aplicativo pode se comunicar diretamente com o hub.

    Isso reduz a dependência da internet externa para determinadas ações e ajuda a manter dispositivos compatíveis funcionando durante oscilações ou interrupções temporárias do serviço.

    Mas isso não significa que tudo funciona sem rede

    Existe uma diferença importante entre ficar sem internet e ficar sem a rede Wi-Fi local.

    O novo recurso depende de o celular e o hub continuarem conectados à mesma rede doméstica.

    Portanto, se o serviço da operadora cair, mas o roteador continuar mantendo a rede Wi-Fi funcionando internamente, o controle local pode continuar disponível.

    Se o roteador desligar completamente ou a rede local deixar de funcionar, essa comunicação direta também pode ser interrompida.

    Além disso, a novidade não significa que qualquer aparelho conectado ao SmartThings passará automaticamente a funcionar offline. A compatibilidade depende do hub e dos dispositivos utilizados.

    Quais hubs são compatíveis?

    Segundo a Samsung, o controle local está disponível para celulares Android e iPhones com o aplicativo SmartThings instalado e funciona com os seguintes hubs compatíveis:

    • SmartThings Station;
    • SmartThings Hub V2;
    • SmartThings Hub V3;
    • SmartThings Hub V4;
    • Smart TVs Samsung compatíveis com função de hub;
    • refrigeradores Family Hub compatíveis.

    O funcionamento também depende dos dispositivos conectados e da configuração da residência.

    Comandos podem ficar cerca de 30% mais rápidos

    O benefício não aparece apenas quando a internet apresenta problemas.

    Como o comando não precisa necessariamente sair da residência e passar pela nuvem, a comunicação local também pode ser mais rápida.

    Em testes controlados, a Samsung afirma que o controle local reduziu o tempo de resposta em aproximadamente 30% em comparação com comandos enviados pela nuvem.

    O resultado real pode variar conforme o roteador, qualidade do Wi-Fi, hub, dispositivo e configuração da casa.

    SmartThings escolhe automaticamente entre casa e nuvem

    O usuário não precisa ficar ativando e desativando manualmente o modo local.

    O SmartThings identifica a situação e alterna automaticamente entre o controle local e o controle remoto baseado na nuvem.

    Quando o celular está dentro de casa e conectado à mesma rede do hub, os comandos compatíveis podem utilizar a comunicação local.

    Quando o usuário está fora de casa, o SmartThings continua utilizando a nuvem para permitir o controle remoto dos aparelhos pela internet.

    SmartThings Now muda a tela inicial

    A outra grande novidade da atualização é o SmartThings Now.

    O recurso aparece no topo da aba Início e utiliza cartões para apresentar informações e controles que podem ser úteis naquele momento.

    A ideia é reduzir a necessidade de entrar em diferentes menus procurando determinada função.

    Em vez disso, o SmartThings tenta antecipar algumas ações com base no contexto e nos hábitos do usuário.

    Aplicativo pode sugerir ações quando você chega em casa

    Um dos exemplos dados pela Samsung envolve a chegada do usuário próximo a uma residência cadastrada.

    Nessa situação, o SmartThings Now pode sugerir ações como acender as luzes ou ligar um purificador de ar.

    Depois que a pessoa utiliza determinada ação, o sistema também pode sugerir a criação de uma rotina automática para que aquilo aconteça novamente no futuro sem intervenção manual.

    Isso aproxima o SmartThings de uma plataforma mais proativa, em vez de funcionar apenas como um painel onde o usuário precisa abrir cada dispositivo manualmente.

    Family Care também entra nos cartões

    Os cartões do SmartThings Now também podem trabalhar com o Family Care.

    A Samsung cita como exemplo o acompanhamento de um familiar idoso.

    Se uma pessoa cadastrada no Family Care passar um período prolongado sem atividade nos dispositivos monitorados, o SmartThings pode apresentar um cartão para a pessoa responsável.

    A partir dali, é possível acessar opções para verificar a situação ou iniciar uma ligação.

    Esses recursos dependem da configuração do serviço e dos dispositivos compatíveis.

    Nova Floating Bar facilita o uso em celulares grandes

    A tela inicial do SmartThings também foi reorganizada.

    Uma nova Floating Bar coloca recursos utilizados com maior frequência na parte inferior da interface.

    Segundo a Samsung, a mudança foi pensada para facilitar o uso com apenas uma mão, especialmente em smartphones com telas maiores.

    O design também segue a direção visual mais recente da One UI.

    SmartThings melhora recuperação de aparelhos offline

    A página de diagnóstico de dispositivos offline também foi atualizada.

    Ela agora permite atualizar novas informações de rede para vários dispositivos registrados de uma só vez.

    Isso pode facilitar situações em que o usuário troca o roteador, altera nome ou senha do Wi-Fi ou precisa recuperar vários dispositivos que perderam a conexão.

    Matter 1.6 chega ao SmartThings

    A atualização adiciona ainda suporte ao Matter 1.6, versão mais recente do padrão criado pela Connectivity Standards Alliance para facilitar a comunicação entre dispositivos de diferentes fabricantes.

    A Samsung afirma que a nova versão melhora estabilidade e desempenho no controle de grupos.

    Também foram adicionadas quatro novas categorias de dispositivos compatíveis.

    Nova categoria Exemplo de uso
    Medidores de energia Acompanhar consumo elétrico em tempo real
    Fechaduras e sistemas de fechamento Portas e portões especializados
    Dispositivos de irrigação Aspersores e sistemas automáticos de irrigação
    Sensores de solo Monitorar condições do solo

    SmartThings está ficando menos dependente da nuvem

    A mudança para mais processamento e controle local é particularmente importante em uma casa conectada.

    Uma lâmpada tradicional continua funcionando quando a internet cai. Uma lâmpada inteligente não deveria se tornar inútil simplesmente porque o provedor está enfrentando uma instabilidade.

    Quanto mais funções puderem acontecer dentro da própria residência, menor tende a ser a dependência de servidores externos para ações simples.

    Isso também pode melhorar a velocidade dos comandos e tornar algumas automações mais confiáveis.

    Vale a pena atualizar o SmartThings?

    Para quem já utiliza o ecossistema da Samsung, a atualização é especialmente interessante por causa do controle local.

    A possibilidade de continuar controlando dispositivos compatíveis durante uma interrupção da internet corrige uma limitação comum das plataformas de casa inteligente baseadas fortemente na nuvem.

    O SmartThings Now também deixa a plataforma mais proativa, trazendo sugestões, controles e informações diretamente para a tela inicial.

    Mas é importante manter a expectativa correta: não significa que todos os dispositivos SmartThings funcionarão sem internet em qualquer situação.

    O controle local depende de hardware compatível, de um SmartThings Hub e de a rede Wi-Fi doméstica continuar ativa.

    Mesmo com essas limitações, a atualização é um passo importante para tornar a casa inteligente menos dependente de conexões externas para tarefas básicas.

    Fontes consultadas

  • Google lança Fitbit Edge com bateria de 7 dias, GPS e recursos de saúde com IA

    Google lança Fitbit Edge com bateria de 7 dias, GPS e recursos de saúde com IA

    O Google apresentou nesta segunda-feira, 12 de outubro de 2026, o Fitbit Edge, novo rastreador de atividades que tenta ocupar o espaço entre uma pulseira fitness tradicional e um smartwatch completo.

    O dispositivo chega com tela AMOLED colorida, GPS integrado, sensores avançados de saúde, bateria de até sete dias e integração com o Google Health Coach, que utiliza recursos de inteligência artificial para oferecer orientações personalizadas.

    Mas há outro detalhe especialmente interessante: o Fitbit Edge é o primeiro rastreador fitness da marca desenvolvido com foco em reparabilidade e possui bateria substituível.

    Nos Estados Unidos, a pré-venda começou por US$ 179,99, com chegada às lojas prevista para 27 de outubro. O Google ainda não informou no anúncio consultado preço ou data de lançamento para o Brasil.

    Resumo rápido

    • Fitbit Edge custa US$ 179,99 nos Estados Unidos;
    • tem tela AMOLED colorida;
    • bateria promete até sete dias de uso;
    • a bateria pode ser substituída;
    • possui GPS integrado e altímetro;
    • monitora frequência cardíaca, sono e temperatura da pele;
    • possui aplicativo de ECG;
    • reconhece automaticamente até 100 tipos de atividade;
    • tem certificações IP68 e 5 ATM;
    • funciona com Android e iPhone;
    • integra recursos do Google Health Coach com Gemini.

    Fitbit Edge fica entre uma pulseira e o Pixel Watch

    O posicionamento do Fitbit Edge é diferente de um smartwatch completo como o Pixel Watch.

    A ideia é oferecer um dispositivo menor e mais simples, focado principalmente em atividades físicas, sono e acompanhamento de dados de bem-estar, mas sem abrir mão de uma tela para visualizar informações diretamente no pulso.

    O Google descreve o Edge como uma alternativa para quem considera o Fitbit Air simples demais, por não possuir tela, mas não precisa de todos os recursos encontrados em um relógio inteligente completo.

    O corpo utiliza alumínio reciclado e mede aproximadamente 39,2 x 25,5 x 11,5 mm.

    Tela AMOLED volta a ser parte importante da experiência

    O Fitbit Edge utiliza uma tela AMOLED colorida com brilho ajustável.

    Segundo o Google, o painel é cerca de 45% maior e mais de 40% mais brilhante que o utilizado no Fitbit Charge 6.

    Isso permite consultar dados do treino, frequência cardíaca, notificações e outras informações diretamente no pulso sem depender constantemente do celular.

    A interface também foi redesenhada para mostrar os dados de saúde e atividade de maneira mais simples e rápida.

    GPS promete localização mais precisa

    O Fitbit Edge possui GPS integrado, permitindo registrar trajetos de corrida, caminhada e ciclismo mesmo quando o smartphone não está por perto.

    O Google afirma que o novo sistema consegue oferecer até 40% mais precisão de localização em comparação com gerações anteriores.

    Essa melhoria combina um novo chipset de GPS com mudanças na construção de alumínio do aparelho.

    Há também um altímetro integrado, que registra variações de elevação durante atividades como corridas em subida, trilhas e exercícios em escadas.

    Até 100 exercícios podem ser reconhecidos automaticamente

    O aplicativo de exercícios permite iniciar manualmente mais de 50 modalidades diretamente pelo Fitbit Edge.

    O sistema de detecção automática vai além: segundo o Google, o dispositivo consegue reconhecer e categorizar automaticamente até 100 tipos de atividade.

    A ideia é registrar exercícios mesmo quando o usuário esquece de iniciar o acompanhamento antes do treino.

    Durante as atividades, a tela pode mostrar informações como ritmo, zonas de frequência cardíaca, voltas e outros dados relevantes.

    ECG, frequência cardíaca e temperatura da pele

    O conjunto de sensores é um dos principais diferenciais do Fitbit Edge.

    O dispositivo oferece monitoramento óptico contínuo de frequência cardíaca e possui um aplicativo de ECG para avaliações do ritmo cardíaco diretamente no pulso.

    Também existe um sensor dedicado de temperatura da pele, além de acompanhamento de sono, variabilidade da frequência cardíaca e outros indicadores utilizados pelo Google Health.

    Alguns recursos podem variar conforme o país e não devem ser interpretados como diagnóstico médico.

    Google Health Coach usa Gemini

    O Fitbit Edge também integra o Google Health Coach, serviço de acompanhamento personalizado construído com recursos do Gemini.

    O sistema utiliza informações de atividades, descanso e outros dados disponíveis para ajudar na criação e adaptação de rotinas de exercícios e hábitos de bem-estar.

    Parte desses recursos exige uma assinatura do Google Health Premium, além do aplicativo Google Health e conexão com a internet.

    O aparelho acompanha três meses de Google Health Premium para usuários elegíveis.

    Health Guardian acompanha mudanças ao longo do tempo

    Outro recurso integrado ao ecossistema é o Health Guardian.

    A plataforma foi criada para identificar mudanças em padrões de saúde e bem-estar ao longo do tempo, incluindo tendências relacionadas à frequência cardíaca, pressão arterial e resistência à insulina.

    É importante fazer uma distinção: esses recursos não substituem exames médicos e não fornecem diagnóstico de hipertensão, diabetes ou outras doenças.

    O próprio Google descreve essas ferramentas como recursos de bem-estar e informação.

    Bateria dura até sete dias

    Um dos maiores argumentos do Fitbit Edge frente a smartwatches tradicionais é a autonomia.

    O Google promete até sete dias de bateria em uma única carga.

    A autonomia real pode variar de acordo com os recursos ativados, frequência de uso do GPS, brilho da tela e outros fatores.

    O carregamento também possui uma função rápida: com a bateria baixa, cinco minutos conectado ao carregador podem fornecer energia suficiente para até um dia de uso, segundo os testes da fabricante.

    A bateria pode ser substituída

    Talvez a novidade mais interessante do Fitbit Edge esteja escondida na construção interna.

    O Google afirma que este é seu primeiro rastreador Fitbit desenvolvido com reparabilidade em mente.

    A arquitetura interna é modular e permite a substituição da bateria.

    Isso pode aumentar significativamente a vida útil do dispositivo, já que a degradação da bateria costuma ser um dos principais motivos para a troca de relógios e pulseiras inteligentes após alguns anos.

    Fitbit Edge é resistente à água?

    O Fitbit Edge possui classificação 5 ATM e certificação IP68.

    O Google informa resistência à água de até 50 metros em condições específicas de teste.

    Isso não significa que o produto seja completamente à prova d’água em qualquer situação. A própria fabricante alerta que a resistência pode diminuir ao longo do tempo com desgaste e uso.

    Funciona com Android e iPhone

    Apesar de ser um produto do Google, o Fitbit Edge não fica restrito ao Android.

    A fabricante informa compatibilidade com a maioria dos celulares rodando Android 11 ou superior e com iPhones usando iOS 16.4 ou superior.

    É necessário utilizar uma Conta Google e o aplicativo Google Health.

    Preço e lançamento

    Mercado Preço
    Estados Unidos US$ 179,99
    Reino Unido A partir de £159,99
    Brasil Ainda não anunciado

    A pré-venda já começou em mercados selecionados e a chegada às lojas está marcada para 27 de outubro de 2026.

    Há ainda uma edição especial desenvolvida em parceria com Stephen Curry por US$ 219,99.

    Por que o Fitbit Edge é importante?

    Mais do que simplesmente lançar outra pulseira fitness, o Google parece estar criando três níveis diferentes dentro de seu ecossistema de wearables.

    O Fitbit Air atende quem prefere um dispositivo discreto e sem tela. O Fitbit Edge acrescenta display, GPS e sensores mais avançados. Já o Pixel Watch permanece como a alternativa mais próxima de um smartwatch completo.

    Nesse cenário, o Edge tenta ocupar justamente o meio do caminho.

    A combinação de bateria de vários dias, GPS integrado, tela AMOLED e sensores de saúde pode agradar principalmente quem considera um smartwatch tradicional grande ou dependente demais de recargas frequentes.

    E a bateria substituível é um diferencial incomum em uma categoria na qual muitos dispositivos acabam sendo descartados quando a autonomia começa a cair.

    Vale a pena esperar pelo Fitbit Edge?

    Ainda é cedo para avaliar o custo-benefício no Brasil porque o Google não anunciou preço ou disponibilidade oficial por aqui.

    Nos Estados Unidos, os US$ 179,99 colocam o Fitbit Edge acima de pulseiras fitness básicas e abaixo dos smartwatches mais avançados da própria empresa.

    O conjunto é interessante para quem prioriza atividades físicas e autonomia, mas não precisa de todas as funções de um Pixel Watch.

    O principal destaque, no entanto, talvez não seja a inteligência artificial ou o GPS: a possibilidade de substituir a bateria pode fazer diferença real para quem pretende manter o wearable por vários anos.

    O BaratoTech vai acompanhar a disponibilidade do Fitbit Edge e atualizar esta matéria caso o Google confirme lançamento ou preço para o Brasil.

    Fontes consultadas

  • Moto G37 5G vale a pena em 2026? Novo Motorola custa R$ 999, mas tem uma pegadinha

    Moto G37 5G vale a pena em 2026? Novo Motorola custa R$ 999, mas tem uma pegadinha

    O Moto G37 5G chegou oficialmente ao Brasil com uma missão interessante: oferecer 5G, processador MediaTek Dimensity 6300, tela de 120 Hz e bateria de 5.200 mAh por menos de R$ 1.000.

    O preço sugerido de R$ 999 chama atenção, principalmente em um mercado em que muitos celulares 5G ainda ultrapassam facilmente essa faixa. Mas há um detalhe importante: esse valor corresponde à versão com apenas 64 GB de armazenamento.

    Além disso, a Motorola manteve somente 4 GB de RAM física e adotou uma tela HD+, enquanto modelos mais antigos da própria marca conseguem oferecer tela Full HD+ e muito mais armazenamento.

    Então surge a pergunta: o Moto G37 5G vale a pena em 2026 ou o preço baixo esconde concessões demais?

    Resumo: Moto G37 5G vale a pena?

    O Moto G37 5G pode valer a pena principalmente abaixo dos R$ 900. O aparelho traz um conjunto interessante para um celular barato, com 5G, Dimensity 6300, bateria de 5.200 mAh, tela de 120 Hz, som estéreo, IP64 e Gorilla Glass 7i.

    Por outro lado, os 4 GB de RAM física, a tela HD+ e principalmente os 64 GB da versão de R$ 999 reduzem bastante seu custo-benefício no preço de lançamento.

    Antes de comprar, vale comparar com aparelhos como o próprio Moto G35 5G, especialmente quando a versão de 256 GB aparece em promoção.

    Ficha técnica do Moto G37 5G

    Especificação Moto G37 5G
    Tela 6,7 polegadas LCD HD+
    Taxa de atualização Até 120 Hz
    Brilho Até 1.050 nits em modo de alto brilho
    Processador MediaTek Dimensity 6300, octa-core de até 2,4 GHz
    GPU Mali-G57 MC2
    RAM 4 GB físicos + RAM Boost
    Armazenamento 64 GB ou 128 GB
    Câmera traseira 50 MP com Quad Pixel
    Câmera frontal 8 MP
    Bateria 5.200 mAh
    Carregamento Até 20 W
    5G Sim
    Proteção IP64 e Gorilla Glass 7i
    Resistência Testes no padrão MIL-STD 810H
    Som Estéreo com Dolby Atmos e Volume Boost
    Sistema Android 16
    Espessura 7,8 mm
    Preço de lançamento R$ 999 (64 GB) e R$ 1.199 (128 GB)

    Design simples, mas resistência acima do esperado

    Um dos pontos mais interessantes do Moto G37 está na construção.

    A Motorola apostou em um corpo relativamente fino, com 7,8 mm de espessura, acabamento traseiro com aparência de couro vegano e opções de cores desenvolvidas em parceria com a Pantone.

    O modelo é vendido no Brasil em Grafite, Azul Turquesa, Azul Náutico e Rosa.

    Mais importante que a aparência, porém, é a resistência.

    O Moto G37 possui certificação IP64. Isso significa proteção contra poeira e resistência a respingos e chuva leve, mas não permite mergulhar o aparelho na água.

    A tela também utiliza Gorilla Glass 7i, proteção mais moderna que o Gorilla Glass 3 encontrado em alguns celulares mais antigos dessa faixa.

    A Motorola ainda informa que o aparelho passou por testes baseados no padrão militar MIL-STD 810H.

    Para um celular abaixo dos R$ 1.000, esse é um dos maiores diferenciais do G37.

    Tela de 120 Hz é boa, mas a resolução decepciona

    A tela tem 6,7 polegadas e taxa de atualização que pode chegar a 120 Hz.

    Isso ajuda bastante na sensação de fluidez durante a navegação, rolagem de páginas, redes sociais e animações do Android.

    A Motorola também informa brilho de até 1.050 nits no modo de alto brilho, um número interessante para a categoria.

    O problema está na resolução.

    O painel é apenas HD+.

    Para um celular de entrada isso não é algo incomum, mas fica difícil ignorar que o próprio Moto G35 5G utiliza uma tela Full HD+ de 6,7 polegadas e 120 Hz.

    Na prática, a tela do G37 deve continuar adequada para WhatsApp, TikTok, Instagram, YouTube e uso cotidiano, mas textos, fotos e vídeos podem parecer menos definidos do que em um painel Full HD+.

    Esse é um daqueles casos em que olhar apenas para os “120 Hz” pode esconder uma informação mais importante.

    Dimensity 6300 é suficiente para o dia a dia

    O Moto G37 brasileiro utiliza o MediaTek Dimensity 6300, processador octa-core com frequência de até 2,4 GHz e conectividade 5G.

    É um chip voltado à categoria de entrada/intermediária básica e deve oferecer desempenho suficiente para tarefas como WhatsApp, Instagram, TikTok, YouTube, bancos, mapas, navegação e streaming.

    Também é possível jogar títulos populares, principalmente utilizando configurações gráficas adequadas ao hardware.

    Mas o Moto G37 não deve ser tratado como um aparelho gamer.

    Quem procura desempenho para jogos pesados ou pretende utilizar o smartphone por vários anos com muitos aplicativos instalados deve observar outro ponto do aparelho: a memória RAM.

    O Moto G37 não tem 12 GB de RAM física

    A Motorola divulga comercialmente algumas versões como “4 GB + 8 GB RAM Boost”.

    É importante entender essa informação.

    O Moto G37 possui 4 GB de memória RAM física.

    O RAM Boost utiliza parte do armazenamento interno como memória virtual para ajudar o sistema a manter mais aplicativos disponíveis em segundo plano.

    Isso não transforma o celular em um aparelho com 12 GB de RAM física.

    Na prática, memória virtual é mais lenta que RAM dedicada e não oferece o mesmo ganho de desempenho.

    Para um smartphone barato, 4 GB ainda conseguem atender ao uso básico, mas já representam uma limitação para multitarefa mais pesada.

    64 GB é a maior fraqueza da versão de R$ 999

    A versão que chama atenção pelo preço de R$ 999 possui apenas 64 GB de armazenamento interno.

    Esse provavelmente é o maior ponto negativo do Moto G37.

    Aplicativos, atualizações do Android, fotos, vídeos, músicas offline e arquivos do WhatsApp podem consumir esse espaço rapidamente.

    E a capacidade disponível para o usuário é sempre menor que os 64 GB anunciados, já que parte do armazenamento é ocupada pelo sistema operacional e pelos aplicativos instalados de fábrica.

    Existe uma versão com 128 GB, mas o preço sugerido sobe para R$ 1.199.

    Nessa faixa, o Moto G37 começa a enfrentar uma quantidade maior de concorrentes e perde parte do argumento de ser um 5G barato.

    Câmera de 50 MP: o número não conta a história toda

    Na traseira, o Moto G37 traz câmera principal de 50 MP com tecnologia Quad Pixel.

    O sistema combina quatro pixels em um para produzir imagens de aproximadamente 12,5 MP, buscando melhorar a entrada de luz e o resultado em condições menos favoráveis.

    A Motorola também oferece recursos de processamento por inteligência artificial e ferramentas de edição do Google Fotos, incluindo o Editor Mágico.

    Na frente, a câmera possui 8 MP.

    O conjunto é simples e claramente voltado para fotos cotidianas, redes sociais, documentos e chamadas de vídeo.

    Uma diferença importante em relação ao Moto G35 é que o modelo antigo possui uma câmera ultrawide de 8 MP e frontal de 16 MP.

    Portanto, apesar de o G37 ser mais novo, ele não representa necessariamente uma evolução em todas as áreas da câmera.

    Bateria de 5.200 mAh é um dos pontos fortes

    O Moto G37 possui bateria de 5.200 mAh, capacidade acima dos tradicionais 5.000 mAh encontrados em muitos aparelhos da categoria.

    A Motorola apresenta estimativas diferentes de autonomia em seus próprios materiais: o comunicado brasileiro de lançamento fala em até 43 horas, enquanto a página da loja oficial chegou a informar até 63 horas.

    Por essa divergência, o dado mais seguro para avaliar o aparelho é a própria capacidade de 5.200 mAh.

    A autonomia real sempre dependerá do brilho da tela, sinal da operadora, uso do 5G, aplicativos, jogos, câmera e hábitos de cada pessoa.

    Carregamento de 20 W, mas atenção ao carregador

    O Moto G37 aceita carregamento TurboPower de até 20 W.

    Existe, porém, um detalhe importante.

    Segundo a própria Motorola, para alcançar os 20 W máximos é necessário utilizar um carregador Motorola TurboPower compatível com PD 3.0 e potência superior a 20 W, vendido separadamente.

    Isso pesa no custo-benefício quando lembramos que alguns concorrentes — incluindo versões do próprio Moto G35 — acompanham carregador compatível na caixa.

    Android 16, Gemini e Circule para Pesquisar

    O Moto G37 sai de fábrica com Android 16 e possui integração com recursos do Google.

    Entre eles estão Gemini e Circule para Pesquisar, ferramenta que permite selecionar algo exibido na tela e iniciar uma pesquisa sem precisar sair do aplicativo atual.

    Também existem recursos de inteligência artificial ligados ao Google Fotos.

    É uma vantagem interessante para um celular de entrada, principalmente porque o aparelho já chega com uma versão recente do Android.

    Por outro lado, a Motorola não deixa suficientemente clara nos materiais brasileiros de lançamento uma política específica de grandes atualizações de Android para o Moto G37.

    Por isso, não vamos prometer uma quantidade de upgrades que ainda não esteja claramente confirmada pela fabricante.

    Moto G37 5G ou Moto G35 5G?

    A comparação com o Moto G35 é praticamente inevitável.

    Característica Moto G37 5G Moto G35 5G
    Tela 6,7″ HD+ 120 Hz 6,7″ Full HD+ 120 Hz
    Processador Dimensity 6300 Unisoc T760
    RAM física 4 GB 4 GB
    Armazenamento 64 GB ou 128 GB 128 GB ou 256 GB
    Câmera principal 50 MP 50 MP
    Ultrawide Não 8 MP
    Câmera frontal 8 MP 16 MP
    Bateria 5.200 mAh 5.000 mAh
    Carregamento 20 W 20 W
    Proteção IP64 + Gorilla Glass 7i Gorilla Glass 3

    O Moto G37 tem vantagens claras em resistência, bateria ligeiramente maior, processador mais recente e Android 16 de fábrica.

    O Moto G35, porém, continua muito competitivo por oferecer tela Full HD+, versões com até 256 GB, câmera ultrawide de 8 MP e câmera frontal de 16 MP.

    Por isso, quem encontrar o Moto G35 de 256 GB perto ou abaixo do preço do Moto G37 de 64 GB deve pensar duas vezes antes de escolher simplesmente o aparelho mais novo.

    Leia também: Moto G35 5G vale a pena em 2026? Veja nosso review completo.

    Pontos positivos do Moto G37

    • 5G abaixo da faixa de R$ 1.000 no lançamento;
    • MediaTek Dimensity 6300;
    • Android 16 de fábrica;
    • tela com até 120 Hz;
    • bateria de 5.200 mAh;
    • proteção IP64;
    • Gorilla Glass 7i;
    • som estéreo com Dolby Atmos;
    • design fino;
    • Google Gemini e Circule para Pesquisar.

    Pontos negativos do Moto G37

    • apenas 4 GB de RAM física;
    • versão de R$ 999 possui apenas 64 GB;
    • tela tem resolução HD+;
    • câmera frontal de apenas 8 MP;
    • não possui a ultrawide encontrada no Moto G35;
    • carregador necessário para atingir 20 W é vendido separadamente;
    • versão de 128 GB sobe para R$ 1.199.

    Quanto vale pagar no Moto G37 5G?

    Preço Veredito BaratoTech
    Até R$ 800 Excelente preço para um celular 5G básico
    R$ 800 a R$ 899 Boa compra
    R$ 900 a R$ 999 Vale comparar com G35 256 GB e outros concorrentes
    R$ 1.000 a R$ 1.100 Custo-benefício começa a ficar menos interessante
    Acima de R$ 1.100 Pesquisar outras opções antes de comprar

    Para o BaratoTech, o ponto em que o Moto G37 começa a ficar realmente interessante é abaixo dos R$ 900.

    Por aproximadamente R$ 800 a R$ 850, a combinação de 5G, Dimensity 6300, bateria de 5.200 mAh, IP64 e Gorilla Glass 7i passa a fazer bastante sentido.

    Já por R$ 999, os 64 GB e a tela HD+ exigem uma comparação cuidadosa com os concorrentes.

    Veredito BaratoTech: Moto G37 5G vale a pena?

    Sim, mas o preço precisa ajudar.

    O Moto G37 consegue reunir características pouco comuns em um celular barato, principalmente 5G, Dimensity 6300, proteção IP64, Gorilla Glass 7i, bateria de 5.200 mAh e Android 16.

    A resistência é provavelmente seu maior diferencial.

    O problema é que a Motorola fez concessões importantes para atingir os R$ 999.

    São apenas 4 GB de RAM física, 64 GB de armazenamento na versão básica e uma tela HD+ em uma época em que o próprio Moto G35 já entrega Full HD+.

    Por isso, o Moto G37 não deve ser comprado apenas porque é mais novo.

    Por até R$ 850, ele se torna uma opção muito interessante. Na faixa dos R$ 900, ainda é uma boa compra para quem valoriza resistência e 5G. Perto dos R$ 999, vale comparar cuidadosamente com o Moto G35 256 GB e outros aparelhos antes de decidir.

    Perguntas frequentes sobre o Moto G37 5G

    O Moto G37 tem 5G?

    Sim. O Moto G37 utiliza o processador MediaTek Dimensity 6300 e possui conectividade 5G.

    Quantos GB de RAM tem o Moto G37?

    O Moto G37 possui 4 GB de RAM física. A Motorola também oferece RAM Boost, que utiliza parte do armazenamento como memória virtual. Essa memória adicional não deve ser confundida com RAM física.

    O Moto G37 tem 12 GB de RAM?

    Não de RAM física. Embora algumas divulgações apresentem “4 GB + 8 GB RAM Boost”, o aparelho possui 4 GB de memória RAM física.

    O Moto G37 tem tela Full HD?

    Não. A tela de 6,7 polegadas possui resolução HD+ e taxa de atualização de até 120 Hz.

    O Moto G37 é resistente à água?

    O aparelho possui certificação IP64, oferecendo proteção contra poeira e respingos. Isso não significa que possa ser mergulhado em água.

    Qual é a bateria do Moto G37?

    O Moto G37 possui bateria com capacidade típica de 5.200 mAh.

    O Moto G37 vem com carregador de 20 W?

    A Motorola informa que, para atingir os 20 W máximos, é necessário um carregador TurboPower compatível, vendido separadamente.

    Quanto custa o Moto G37 no Brasil?

    O preço sugerido de lançamento é de R$ 999 para a versão de 64 GB e R$ 1.199 para a versão de 128 GB.

    Moto G37 ou Moto G35: qual é melhor?

    Depende da prioridade. O G37 oferece bateria maior, proteção IP64, Gorilla Glass 7i, Android mais recente e processador Dimensity 6300. O G35 oferece tela Full HD+, versões com até 256 GB, câmera ultrawide e frontal de maior resolução. O preço de cada um deve ser considerado antes da compra.

    Fontes consultadas

  • ASML e Zeiss preparam Hyper NA, tecnologia que pode levar chips além do High NA EUV

    ASML e Zeiss preparam Hyper NA, tecnologia que pode levar chips além do High NA EUV

    Atualizado em 8 de outubro de 2026.

    Enquanto a indústria começa a colocar em produção algumas das máquinas mais avançadas já construídas para fabricar chips, a ASML e a Zeiss já estão olhando para o que vem depois.

    Engenheiros das duas empresas detalharam uma tecnologia chamada Hyper NA, uma possível sucessora dos atuais sistemas High NA EUV. A expectativa dos pesquisadores é que uma máquina baseada nessa arquitetura possa estar operacional dentro de aproximadamente dez anos.

    Parece distante, mas é justamente esse tipo de equipamento que ajuda a definir quais processadores poderão existir no futuro. Quanto mais precisamente uma fabricante consegue imprimir estruturas microscópicas sobre um wafer de silício, maior é a possibilidade de colocar mais componentes em um chip e continuar avançando em desempenho e eficiência energética.

    Resumo rápido

    • ASML e Zeiss estudam uma nova geração de máquinas de litografia chamada Hyper NA.
    • A tecnologia elevaria a abertura numérica dos atuais 0,55 do High NA para pelo menos 0,75.
    • A meta é chegar perto de uma resolução de aproximadamente 5 nm half-pitch.
    • Uma máquina comercial baseada na tecnologia ainda pode levar cerca de dez anos.
    • A atual fonte de luz EUV de 13,5 nm poderá ser reaproveitada.
    • No futuro, avanços desse tipo podem contribuir para chips mais rápidos e eficientes.

    O que é a Hyper NA?

    Para entender a novidade, primeiro é preciso olhar para as máquinas que já existem.

    A ASML fabrica equipamentos de litografia usados para projetar padrões extremamente pequenos sobre os wafers nos quais os chips são produzidos.

    Nos sistemas EUV mais modernos, essa tarefa é feita utilizando luz ultravioleta extrema com comprimento de onda de aproximadamente 13,5 nanômetros e um complexo conjunto de espelhos de altíssima precisão.

    A primeira geração de EUV trabalha com abertura numérica — ou NA — de 0,33. A geração mais recente, conhecida como High NA EUV, aumentou esse valor para 0,55.

    A proposta da Hyper NA é dar mais um salto e chegar a uma abertura numérica de pelo menos 0,75.

    De maneira simplificada, aumentar a abertura numérica permite que o sistema projete detalhes ainda menores durante a fabricação do chip.

    Ela pode imprimir estruturas de aproximadamente 5 nm

    Litografia Hyper NA pode alcançar resolução próxima de 5 nm
    A proposta Hyper NA busca reduzir a resolução óptica para perto de 5 nm de half-pitch.

    O objetivo da Hyper NA é chegar perto de uma resolução de 5 nanômetros de half-pitch, contra aproximadamente 8 nm nos atuais sistemas High NA.

    Isso representa uma redução superior a um terço no tamanho das estruturas que podem ser impressas em uma única exposição.

    Existe, porém, uma diferença importante: esses 5 nm não são o mesmo “5 nm” usado pelas fabricantes para batizar gerações de processadores.

    Nomes comerciais como 5 nm, 3 nm ou 2 nm deixaram há bastante tempo de corresponder diretamente a uma dimensão física específica do transistor.

    A medida discutida na Hyper NA se refere à capacidade óptica da máquina de litografia de reproduzir padrões extremamente pequenos durante a fabricação.

    Por que diminuir esses padrões ainda importa?

    Os fabricantes já usam várias estratégias além de simplesmente diminuir componentes. Transistores ganharam estruturas tridimensionais, chips começaram a usar empilhamento e diferentes componentes podem ser reunidos por meio de chiplets.

    Mesmo assim, continuar aumentando a densidade de componentes ainda é importante.

    Estruturas menores podem ajudar uma fabricante a colocar mais transistores em determinada área ou reduzir o tamanho necessário para realizar determinadas funções.

    Dependendo da arquitetura e do processo de fabricação, isso pode se transformar em processadores com mais desempenho, menor consumo de energia ou uma combinação dos dois.

    É especialmente relevante em uma época em que chips destinados a inteligência artificial exigem quantidades enormes de transistores e energia.

    A parte mais impressionante pode estar nos espelhos

    Uma máquina EUV não utiliza lentes convencionais para direcionar sua luz. O comprimento de onda utilizado é absorvido pela maioria dos materiais, por isso o sistema depende de espelhos especiais trabalhando dentro de uma câmara de vácuo.

    Esses componentes precisam ser produzidos com precisão extrema.

    Segundo o trabalho realizado por ASML e Zeiss, a empresa alemã já possui capacidade para fabricar espelhos com a precisão necessária para uma futura arquitetura Hyper NA.

    Os espelhos precisariam crescer significativamente em relação aos utilizados pelas máquinas High NA, mas o tamanho total do equipamento não aumentaria na mesma proporção.

    Isso é importante porque as atuais máquinas High NA já são enormes e precisam ser instaladas dentro de fábricas de semicondutores que custam bilhões de dólares.

    A ASML não precisa abandonar totalmente a tecnologia atual

    Outra vantagem estudada pelos pesquisadores é a possibilidade de manter boa parte do atual ecossistema EUV.

    A Hyper NA continuaria utilizando luz com comprimento de onda de 13,5 nm, permitindo inclusive que a atual tecnologia de fonte de luz da ASML seja reaproveitada.

    Isso diferencia a proposta de uma mudança ainda mais radical para comprimentos de onda menores, que exigiria o desenvolvimento de vários novos componentes e materiais.

    Segundo os pesquisadores, sistemas posteriores à Hyper NA provavelmente precisarão entrar justamente nesse território. Por enquanto, entretanto, alternativas com comprimentos de onda menores continuam principalmente no campo de pesquisa.

    High NA ainda está apenas começando

    É importante colocar o anúncio em perspectiva: a indústria ainda está no início da adoção da geração anterior.

    A tecnologia High NA da ASML utiliza abertura numérica de 0,55 e começou recentemente a entrar em aplicações de produção.

    A Intel já utiliza High NA em determinadas etapas de fabricação, enquanto outras grandes fabricantes de semicondutores estão preparando sua adoção nos próximos anos.

    Ou seja: a Hyper NA não é uma máquina que aparecerá nas fábricas no ano que vem. Ela representa a próxima etapa de uma evolução tecnológica que acontece durante muitos anos.

    Uma máquina Hyper NA ainda não está garantida

    Apesar do avanço da pesquisa, ainda existe uma diferença grande entre provar que uma arquitetura pode funcionar e construir uma máquina capaz de operar continuamente dentro de uma fábrica.

    A ASML já iniciou trabalhos de desenvolvimento ligados à tecnologia, mas ainda não assumiu um compromisso definitivo de colocar um sistema Hyper NA em produção comercial.

    Existem desafios relacionados aos espelhos, máscaras utilizadas para projetar os circuitos, polarização da luz e controle extremamente preciso de todo o processo.

    É justamente por isso que uma previsão de aproximadamente dez anos não é tão incomum nesse setor.

    Evolução da fabricação de chips pode melhorar eficiência de celulares e notebooks
    Avanços na fabricação podem contribuir para futuras gerações de chips mais densos e eficientes.

    Análise BaratoTech: por que isso importa para o seu próximo celular?

    Provavelmente ninguém comprará um celular em 2027 porque ele foi produzido por uma máquina Hyper NA. A tecnologia ainda está muito distante dessa etapa.

    Mas equipamentos como esse são uma das peças que permitem que a evolução dos chips continue.

    Quando um processador consegue entregar mais desempenho consumindo menos energia, o resultado pode aparecer em vários pontos que o consumidor percebe: mais autonomia de bateria, celulares menos quentes, notebooks mais rápidos e chips de inteligência artificial mais poderosos.

    Também existe um impacto econômico. Máquinas de litografia cada vez mais sofisticadas são extremamente caras, e fábricas de chips de última geração exigem investimentos gigantescos.

    Portanto, reduzir os componentes não significa automaticamente que os aparelhos ficarão mais baratos.

    No curto prazo, a Hyper NA não muda nada no preço do celular que você encontrará na loja. No longo prazo, porém, tecnologias desse tipo ajudam a determinar até onde a indústria conseguirá continuar aumentando desempenho sem simplesmente elevar cada vez mais o consumo de energia.

    Analiso tecnologia com foco em custo-benefício seguindo as diretrizes editoriais do BaratoTech.

    Fontes

    Perguntas frequentes

    O que é Hyper NA?

    Hyper NA é uma proposta para a próxima geração de litografia EUV, com abertura numérica de pelo menos 0,75, acima dos 0,55 utilizados pela atual tecnologia High NA.

    A Hyper NA já está pronta?

    Não. A tecnologia ainda está em desenvolvimento e pesquisadores estimam que um sistema baseado nela possa estar operacional dentro de aproximadamente dez anos.

    A Hyper NA vai fabricar chips de 5 nm?

    Não dessa forma. Os aproximadamente 5 nm mencionados representam uma meta de resolução óptica ou half-pitch da litografia, não o nome comercial do processo de fabricação de um chip.

    Quem desenvolve a Hyper NA?

    A tecnologia está sendo pesquisada por engenheiros da ASML e da Carl Zeiss SMT, parceira responsável por componentes ópticos fundamentais das máquinas de litografia.

    Isso pode melhorar celulares e notebooks?

    Indiretamente, sim. Litografia mais avançada pode permitir chips com estruturas mais densas e contribuir para futuras gerações com melhor desempenho e eficiência energética, embora o resultado final dependa também da arquitetura e de várias outras tecnologias.

  • Amazon troca Fire por Alexa Tablet com Android e Google Play Store

    Amazon troca Fire por Alexa Tablet com Android e Google Play Store

    Atualizado em 8 de outubro de 2026.

    A Amazon decidiu mexer justamente em um dos pontos que mais limitavam seus tablets: o acesso aos aplicativos do Google. A empresa apresentou nesta quinta-feira (8) uma nova família formada pelo Alexa Tablet 12 Pro, Alexa Tablet 11 e Alexa Tablet 8, todos rodando Android e com acesso completo à Google Play Store.

    A mudança vai além do sistema. A própria marca Fire desaparece dessa nova geração, enquanto a Alexa+, versão da assistente baseada em inteligência artificial generativa, passa a ocupar uma posição central na experiência.

    Resumo rápido

    • A Amazon apresentou três novos tablets: Alexa Tablet 12 Pro, Alexa Tablet 11 e Alexa Tablet 8.
    • Todos rodam Android e têm acesso completo à Google Play Store.
    • A Alexa+ vem integrada diretamente ao sistema.
    • O Alexa Tablet 12 Pro traz tela de 120 Hz, chip de 4 nm e versões com até 16 GB de RAM.
    • Os preços começam em US$ 229,99.
    • O Brasil não está entre os mercados iniciais anunciados.

    Google Play muda bastante a experiência dos tablets da Amazon

    Historicamente, os tablets Fire adotaram o Fire OS e priorizaram a loja de aplicativos e os serviços próprios da Amazon. Isso ajudava a empresa a controlar melhor seu ecossistema, mas também criava uma limitação importante para quem dependia dos aplicativos do Google.

    Na nova geração, a Amazon toma outro caminho.

    Os Alexa Tablets utilizam Android com acesso completo à Google Play Store. Isso significa que aplicativos como YouTube, Gmail, Google Docs, Netflix e milhões de outros programas podem ser instalados diretamente pela loja oficial do Google.

    Ao mesmo tempo, serviços da própria Amazon, como Prime Video, Kindle, Audible, Amazon Music e Luna, continuam integrados.

    Na prática, a Amazon tenta combinar dois mundos: a variedade de aplicativos do Android tradicional com seu próprio ecossistema de conteúdo e serviços.

    Alexa+ vira uma das principais funções dos tablets

    A outra grande aposta é a Alexa+.

    A assistente está integrada diretamente à interface. O usuário pode chamá-la por voz ou tocar no botão “Ask Alexa” para fazer perguntas, controlar dispositivos da casa conectada ou pedir ajuda relacionada ao conteúdo exibido na tela.

    Uma função chamada On-Screen Intelligence, por exemplo, permite que a Alexa analise o que está aparecendo no tablet para responder perguntas dentro daquele contexto.

    Se a pessoa estiver pesquisando uma viagem, a assistente pode analisar as opções exibidas. Em uma agenda esportiva, pode identificar datas e ajudar a adicioná-las ao calendário.

    Segundo a Amazon, o recurso que permite à Alexa enxergar o conteúdo da tela fica desativado por padrão e precisa ser habilitado pelo usuário.

    Alexa Tablet 12 Pro é o modelo mais poderoso

    Amazon Alexa Tablet 12 Pro com tela de 120 Hz

    O Alexa Tablet 12 Pro ocupa o topo da nova família e mostra que a Amazon quer disputar uma faixa de mercado bem diferente daquela normalmente associada aos Fire tablets mais baratos.

    Ele possui tela de aproximadamente 12 polegadas com proporção 3:2, densidade de 280 pixels por polegada e taxa de atualização de 120 Hz.

    Há ainda uma versão chamada Nanomatte, cuja tela utiliza um tratamento desenvolvido em parceria com a Corning para reduzir reflexos sem recorrer simplesmente ao acabamento fosco tradicional.

    Por dentro, o modelo utiliza um processador de oito núcleos fabricado em 4 nanômetros e pode chegar a 16 GB de memória RAM, dependendo da configuração.

    A Amazon também informa suporte a Wi-Fi 6E, quatro alto-falantes com Dolby Atmos e autonomia de até 16 horas para reprodução de vídeo.

    Outro sinal do posicionamento mais premium está nos acessórios. O 12 Pro poderá ser usado com uma caneta ativa com 4.096 níveis de pressão e com um teclado magnético com trackpad, vendidos separadamente.

    Alexa Tablet 11 busca equilíbrio

    No meio da linha está o Alexa Tablet 11.

    Ele possui tela de 11 polegadas com resolução 2.5K, densidade de 276 pixels por polegada, taxa de atualização de 90 Hz e proporção 16:10.

    O aparelho vem com processador de oito núcleos, 8 GB de RAM, dois alto-falantes compatíveis com Dolby Atmos e autonomia anunciada de até 15 horas de reprodução de vídeo.

    A proposta parece ser oferecer uma opção mais acessível para vídeos, navegação, leitura e jogos sem chegar ao preço do modelo Pro.

    Alexa Tablet 8 é o mais barato e portátil

    O menor da família é o Alexa Tablet 8, que na verdade utiliza uma tela de 8,7 polegadas.

    O tablet pesa 329 gramas, possui corpo de alumínio, processador de oito núcleos, Wi-Fi 6 e autonomia de até 14 horas de vídeo.

    A configuração inicial tem 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento.

    É também o modelo que mantém um preço mais próximo da proposta historicamente associada aos tablets da Amazon.

    Quanto custam os novos tablets da Amazon?

    Modelo Configuração inicial Preço nos EUA
    Alexa Tablet 8 4 GB + 64 GB US$ 229,99
    Alexa Tablet 11 8 GB + 64 GB US$ 329,99
    Alexa Tablet 12 Pro 8 GB + 128 GB US$ 499,99
    Alexa Tablet 12 Pro Nanomatte Versão com tela antirreflexo US$ 549,99

    O teclado Pro custará US$ 149,99, enquanto a caneta Pro Pen será vendida por US$ 89,99.

    Eles serão vendidos no Brasil?

    Por enquanto, não há lançamento confirmado para o Brasil.

    Amazon Alexa Tablet 12 Pro, Alexa Tablet 11 e Alexa Tablet 8 começam a ser vendidos em 14 de outubro de 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá.

    Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Espanha recebem os aparelhos a partir de 19 de outubro.

    O Brasil não apareceu na lista inicial divulgada pela companhia. Portanto, ainda não é possível afirmar se os aparelhos serão lançados oficialmente por aqui nem estimar um preço nacional.

    Análise BaratoTech: a Google Play pode ser mais importante que o hardware

    O Alexa Tablet 12 Pro chama atenção pela tela de 120 Hz, acabamento de alumínio e até 16 GB de RAM, mas a mudança mais relevante para o consumidor talvez seja muito mais simples: poder comprar um tablet da Amazon sem abrir mão da Google Play.

    Essa limitação sempre tornava os Fire tablets uma escolha mais específica. Eles podiam fazer sentido para quem estava fortemente ligado aos serviços da Amazon, mas não entregavam a mesma liberdade encontrada normalmente em tablets Android de Samsung, Lenovo ou Xiaomi.

    Com a nova linha, a Amazon resolve justamente esse ponto e usa a Alexa+ como diferencial em vez de tentar prender o consumidor apenas ao próprio ecossistema.

    Também há uma mudança clara de posicionamento. Um tablet de US$ 499,99 com teclado e caneta opcionais coloca a Amazon muito mais perto da disputa tradicional de produtividade e entretenimento contra iPads e tablets Galaxy do que do mercado de aparelhos extremamente baratos.

    Para o consumidor brasileiro, entretanto, ainda é cedo para falar em custo-benefício. Sem lançamento oficial, preço nacional ou garantia local confirmados, a melhor estratégia é acompanhar se a Amazon decidir ampliar a disponibilidade.

    Analiso tecnologia com foco em custo-benefício seguindo as diretrizes editoriais do BaratoTech.

    Perguntas frequentes

    Os novos tablets da Amazon têm Google Play?

    Sim. Alexa Tablet 12 Pro, Alexa Tablet 11 e Alexa Tablet 8 rodam Android e possuem acesso completo à Google Play Store.

    Os novos tablets usam Fire OS?

    A nova família Alexa Tablet utiliza Android com os serviços e aplicativos da Amazon integrados, em vez da abordagem tradicional dos tablets Fire.

    Qual é o tablet mais potente?

    O Alexa Tablet 12 Pro é o modelo mais avançado, com tela de 120 Hz, processador de oito núcleos fabricado em 4 nm e configurações que chegam a 16 GB de RAM.

    Qual é o preço do Alexa Tablet 8?

    O Alexa Tablet 8 começa em US$ 229,99 nos Estados Unidos, com 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento.

    Os Alexa Tablets serão lançados no Brasil?

    A Amazon ainda não confirmou o lançamento da nova família no Brasil. O país ficou fora da primeira lista de mercados anunciados.